Cursos, treinamentos e imersões

Uma perspectiva de sucesso do Brasil


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No segundo dia de viagem ao Vale do Silício, Ricardo Sondermann e o grupo do IEE puderam conhecer pessoas e instituições do Brasil que estão se destacando no cenário de empreendedorismo mundial. Abaixo, Ricardo compartilha um relato sobre cada visita:

CONSULADO DO BRASIL EM SF – Um governo.com

Quando se contata o governo brasileiro a expectativa é de que se mergulhe em burocracia e negativas. Fomos recebidos por Gloria Hunt, trade officer, que veio da iniciativa privada para fazer do consulado uma rede de networking.

Gloria descreveu as empresas do vale como aquelas que valorizam a meritocracia, a colaboração entre todos (dono, sócios e todos os funcionários estão ligados no sucesso da empresa), o espírito de time, o casual look (se você vê alguém de gravata, ele é de algum governo), o conceito de benefícios para todos, a cultura do investidor como sendo um parceiro especialista que quer o sucesso da empresa para vende-la e fluxo de ideias – todos têm, mas uma empresa “são várias ideias que param de pé”.

– “Aqui as pessoas gostam de trocar experiências. Antes de qualquer contato, estude a pessoa, a empresa, pergunte, conte sobre você, dê e você vai receber. Se você só tirar, não vai durar”, disse Gloria ao grupo do IEE.

Gloria sugere que o melhor caminho é passar um tempo no vale para aprender, conhecer novas possibilidades, tecnologias e trazer para os negócios no Brasil. O brasileiro é curioso, ávido por novidades e nosso mercado é gigante e pouco explorado.

Bom ver que existe um governo.com.


PLUG&PLAY – Silicon Valley in a Box

Na recepção da Plug&Play uma tela passa informações e uma foto despretensiosa. 50 pessoas comemorando a saída da incubadora pois estavam indo para seu primeiro imóvel próprio. Quem? O Google.

Nos anos 80, uma família de refugiados iranianos saidos do Irã dos Aiatolás começa a vida vendendo tapetes. A empresa cresce e num depósito muito grande lhes sobra espaço. Ali, começam a dar pequenos espaços para compatriotas, como eles, e depois para pequenas empresas que estão começando a vida e não tem como pagar estruturas maiores. Nasce então a incubadora de mais de 1700 startups que estão mudando o mundo.

A P&P tem como negócio principal a aceleração de empresas através de investimento, compartilhamento de espaços onde empresas de todos os tamanhos se mostram, abrem negócios, compram participações, trocam informações e tecnologia. Ela realiza mais de 600 eventos abertos e fechados. Um evento interessante é o Executive in Residence, quando CEOs das principais empresas do mundo passam dias ou uma semana lá, atendendo a todos e conhecendo o que estão desenvolvendo.

As empresas que vão para lá surgem de clubes de empreendedorismo das principais universidades americanas. São divididas em áreas de interesse: mobilidade, hospitalidade e lazer, saúde e bem-estar, internet das coisas, varejo e marcas, alimentação e agribusiness, novos materiais e packings, fintech, mídia e seguros.

A lista das empresas que passaram por lá é enorme, mas tem alguns como Dropbox, Paypal, Google, entre outras.

O que não imaginávamos é que uma estrutura pesada como o Banco do Brasil pudesse estar no vale, instalada na Plug&Play. Pois, justamente, para poder acompanhar e participar da revolução exponencial, o BB montou uma incubadora de projetos internos. Quaisquer funcionários do banco podem propor projetos, que em sendo aprovados, estas pessoas são trazidas para cá por um período de 3 meses para colocar a ideia em pé. Aqui, trabalham sem a hierarquia do Brasil e abrem a cabeça. Por aqui já passaram duas turmas.

Vilmar Grüttner, head da operação, um simpático catarinense e torcedor do Figuera resume bem: “no Brasil a gente tem que fazer um bolo. Tem camadas, leva tempo e quando fica pronto, a festa acabou. Aqui a gente faz cupcakes, são rápidos, gostosos e resolvem a festa”.

Outra empresa brasileira presente na Plug&Play é o Banco Original. O Original partiu para a disrupção do mercado bancário. Diga-se de passagem, o Brasil está muito à frente dos EUA em termos de tecnologia e procedimentos bancários. Surgido com capital do Grupo JF, o banco teve com seu primeiro presidente, o atual ministro Henrique Meirelles, e tem como objetivo ser um banco totalmente digital, ser um API, onde toda a TI está diretamente ligado ao presidente.

A tecnologia é o banco.


HYPERCUBES – O scanner da terra

Fundada em 2015, a HYPERCUBES está incubada dentro da Singularity University e está construindo a próxima geração de satélites de observação da Terra, habilitados por inteligência artificial.

Serão 80 satélites do tamanho de uma caixa de sapato, cada um deles cobrindo o planeta a cada 90 minutos, gerando 100TB de informações por passagem. Toda a informação será guardada nos satélites, ou seja, acima “da nuvem”. A informação que volta a Terra são as análises feitas pelo próprio dispositivo.

O que ele informa? Dados sobre vegetação, estágios de plantio, composição da terra, necessidade de adubagem, minerais presentes na superfície e na profundeza, presença de água, em suma: a HYPERCUBES informa online o que a terra pode e está produzindo e o que há para ser minerado.

Fábio Teixeira, o brasileiro fundador da empresa, montou ela na Singularity pois “em 2050 seremos 10 bilhões de pessoas, que nos impõe perguntas de como vamos nos alimentar, produzir energia, obter água limpa e assim por diante”.

Pois é, um grande brasileiro vai produzir estas respostas para o mundo.

 

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