Autor: Rodrigo Valente

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Sondermann lança livro sobre Churchill


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Já está a venda o livro “Churchill e a Ciência Por Trás dos Discursos: Como Palavras se Transformam em Armas”, de Ricardo Sondermann. A obra apresenta o contexto histórico e analisa tecnicamente a retórica e a persuasão de 12 discursos do estadista e também escritor inglês, que em 1953 conquistou o prêmio Nobel de Literatura. Sondermann revela o que havia de tão singular nos discursos de Churchill.

O livro já está na lista dos mais vendidos na Amazon e tem lançamentos previstos nas principais capitais brasileiras.

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Sala de Guerra para Sodexo e Dana Brasil


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No final de 2017, a 818 Consultoria realizou duas edições do jogo Sala de Guerra.

No dia 22 de novembro, foram reunidos mais de 150 gestores da Sodexo Brasil para criar estratégias para a área de Operation Service. Já no dia 12 de dezembro, foi a vez de reunir as lideranças da Dana Brasil para discutir estratégias e objetivos para o planejamento da empresa para o ano de 2018.

 

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Poker 818 para marca mundial de móveis


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Nos meses de outubro e novembro, a 818 Consultoria jogou Poker Texas Hold’em com os franqueados da Florense.

A referenciada marca mundial de móveis de alto padrão criou um baralho exclusivo contendo o DNA de sua marca e os princípios que tonaram a empresa presente nas principais capitais do mundo, como NY e Dubai. A atividade foi ministrada na sede da empresa, em Flores da Cunha, e teve como objetivo o alinhamento de conceitos para toda a rede.

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818 na edição de aniversário do ADVBeer


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No dia 28 de setembro, Ricardo Sondermann e Rodrigo Valente ministraram a palestra “Treinamentos gamificados para uma economia de atenção” para uma platéia formada por empresários, no evento ADVBeer – promovido pela ADVB/RS.

Junto com o tema, os consultores da 818 Consultoria fizeram o lançamento, com exclusividade, do game Poker 818 para o público presente. O jogo digital, que está disponível na versão Android e IOS, foi criado para incentivar o treinamento em empresas de médio e grande porte, para o alinhamento de 52 conceitos customizados.

A palestra contou com a participação especial do gerente de Recursos Humanos da Lebes, Fernando Jacks, que mostrou como a empresa de varejo está usando a gamificação para treinar seus colaboradores.

 

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Liberdade Exponencial na PUCRS


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O Grupo de Estudos em Direito e Filosofia da PUCRS convidou o consultor da 818, Ricardo Sondermann, para fazer uma palestra inaugural sobre o tema da “Liberdade Exponencial”, no dia 03 de abril, na Escola de Direito da instituição. A denominação soa bastante instigante. Trata-se do novo horizonte tecnológico e suas implicações para a sociedade, organizações e para o Direito.

Ricardo irá mostrar como a sociedade viu o seu desenvolvimento lentamente desenvolver-se, com pequenas inovações incrementais, em um modelo quase linear de evolução, de um evoluir quase lânguido para mudanças cada vez mais desruptivas a partir de um desenvolvimento tecnológico assombroso. A provocação do consultor da 818 é: “estaremos preparados para essa nova revolução?”.

No dia 7 de abril, também na PUCRS, Ricardo Sondermann vai participar do seminário “Sociedade Aberta e Digital: liberdade, inovação e novas tecnologias”, no painel Transparência, Inovação Tecnológica e Sociedade. O evento é promovido pelo IEE (Instituto de Estudos Empresariais) junto com a Fundação Friëdrich Naumann para a Liberdade.

 

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Mais uma prestação de contas aprovada para o Simers


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No dia 10 de março, o Simers (Sindicato Médico do Rio Grande do Sul) realizou a prestação de contas do ano de 2016. O evento ocorreu no Hotel Sheraton, em Porto Alegre, e contou com a participação de médicos e representantes da sociedade. A 818 Consultoria contribuiu desde a conceituação até a curadoria de conteúdo, propondo uma prestação de contas com projeções simultâneas para duas telas sobrepostas, com o apoio de fornecedores especializados.

O efeito dessa técnica foi uma experiência imersiva, criando uma sensação de profundidade nos conteúdos que foram exibidos ao longo de 60 minutos. Um trabalho que envolveu meses de dedicação, e que contou com o envolvimento total da área de comunicação e marketing do sindicato. O resultado foi a aprovação das ações realizadas em um dos anos mais desafiadores da história recente da sociedade brasileira.

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Um overview do Vale do Silício


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Nos últimos dias de viagem, a missão do IEE e Ricardo Sondermann tiveram um overview completo de como é o ecossistema que alimenta as ideias inovadoras do Vale do Silício. Foi um fechamento de ouro para uma viagem que mostrou porque tantas empresas estão dirigindo seus olhares para o Vale. Ricardo, consultor da 818 que coordenou a missão, relata os dois últimos dias de viagem abaixo e apresenta os principais raciocínios da viagem.


SFYIMBY – Yes In My Back Yard (Sim no meu pátio)

Há uma expressão em São Francisco que diz: Not in my back yard (não no meu pátio). Ao longo dos anos 60 e 70, muitas rodovias e novas ruas eram abertas na cidade e esta frase representava a posição da comunidade em evitar a destruição da cidade e de sua arquitetura típica.

A SFYIMBY é uma ONG que quer a desregulamentação da pesada legislação de construção em São Francisco. Houve, ao longo dos anos, e de forma bem intencionada no início, uma grande transferência de poder para as 101 comunidades da cidade, um empoderamento do cidadão versus os interesses daqueles que queriam construir mais moradias e negócios. O que era para servir de modo de preservação da arquitetura e modus vivendi, transformou-se numa barreira para a ampliação da cidade, fazendo com que SF se tornasse hoje uma das cidades mais caras no mundo para se viver. Um apto de 1 dormitório pode ter preços de aluguel começando em U$ 6 mil.

Laura Clark comenta que este hiperlocalismo, uma constante segregação entre bairros (antes racial e hoje ampliada para gênero, tamanho de família, renda, etc), as dificuldades de reestruturação de bairros e políticas fiscais equivocadas sobre imóveis e propriedades vem, ao longo dos tempos, ampliando a dificuldade de se construir, elevando preços e custos de vida em geral.

A SFYIMBY quer mudar esta lógica, permitindo que a cidade cresça para cima e para os lados e que as comunidades locais tenham menos peso nas decisões sobre o que vai ser construído. O objetivo é que mais gente venha para São Francisco e que todos possam morar melhor e de forma mais econômica.


DRUMWAVE – Tecnologia radicalmente exponencial

Se o dia já estava movimentado a demonstração proporcionada pelo André Papaléo da DRUMWAVE foi, sem exagerar, impressionante. A empresa criou um sistema de informações comerciais e cruzamento de dados chamado: DDV – Dynamyc Data Visualization. Centrada na Internet das coisas, ela cruza dados de mídias sociais, de dispositivos móveis, utilizando tecnologia big data e armazenamento na nuvem.

É uma empresa baseada fundada e tocada por Brasileiros em Palo Alto. O foco é do Big Data Business Insights até a monetização de Data. A empresa possui clientes globais nas industrias de: Telecom, alta Tecnologia, serviços financeiros, Consumer Goods, Automotivo, Midia& Entertainment, Setor Públicos e Life Sciences.

A DRUMWAVE e seu produto Moebio permite o cruzamento de milhões de dados para a obtenção de dados sobre desempenho de produtos, tendências de mercado, avaliação de relacionamentos, desdobramentos médicos, em fim, um universo impressionante de cruzamentos.

Ainda ouviremos falar muito deles.


GITHUB – A Disneylândia dos programadores

A GITHUB é considerada uma das empresas de crescimento mais exponencial no planeta. A empresa tem dois negócios: o 1º é uma plataforma de colaboração entre desenvolvedores, técnicos, coders, que reúne cerca de 15 milhões de pessoas, trocando informações sobre códigos e programas, transacionando ou simplesmente conversando.

Seu segundo negócio é servir de hub para programas bem como proporcionar ferramentas para desenvolvimento de softwares para os mais variados negócios, nas áreas de saúde, bancos, seguros, meios de pagamento e varejo.

Hoje, ela atende 468 empresas listadas nas 1.000 maiores da revista Fortune e recebeu equities da ordem de U$ 350 milhões para seguir crescendo.

Jennifer Lachmann e Alexander Hermann definem a Github como uma empresa que “não está vendendo um app novo, é todo um fone novo”.

A GITHUB está no topo da pirâmide no mundo da programação e desenvolvimento de produtos de TI.


APEX & ROCKETSPACE – A porta de entrada do Brasil no vale

Francisco Figueiredo nos recebeu no escritório da APEX Brasil, instalada no espaço da incubadora/coworking da ROCKETSPACE. O trabalho da APEX é ajudar empresas brasileiras a exportar, importar e se internacionalizar, conectar empresas para que conheçam os mercados para diversos setores.

Especificamente em SF e vale, a APEX procura conectar empresas, fornecer networking e indicar apoio de advogados e contadores. Ela também disponibiliza espaços no coworking da ROCKETSPACE por preços em torno de U$ 250,00 mensais. Para tanto a empresa precisa preencher um questionário, ter CNPJ no Brasil e explicar suas intenções e seu projeto para participação no mercado americano.

Existe uma porta aberta para o Vale e se chama APEX.


KEIRETSU FORUM – Clube de investidores

Tivemos a incrível oportunidade de participar de um pitch de empresas startups no evento da KEIRETSU. Fomos recebidos pelo presidente mundial, Randy Williams, que nos deu as boas vindas e falou dos planos e projetos.

A KEIRETSU surgiu há mais de 20 anos como uma comunidade reunindo investidores, com a intenção de trocarem ideias, ampliarem relacionamentos, treinar outros investidores, organizarem pitches, analisarem investimentos e participarem das empresas, não somente como investidores que buscam retorno financeiro, mas como mentores de empresas e pessoas. Sua proposta de valor é educar investidores a serem melhores. O termo é give back. Segundo Williams, “por conta de minha falta de inteligência, eu gostaria que as pessoas fossem melhores”.

Contam hoje com mais de 3.000 sócios em 15 países. Os membros, que para entrar precisam aportar U$ 1 milhão, são homens e mulheres com carreiras de sucesso e querem não só ganhar dinheiro, mas fazer empresas que façam sentido para um mundo melhor. Os mercados em que buscam são os mais variados, desde mercado imobiliário até hightech.

No início do evento, a diretora do Fellowship Program de Stanford solicitou a ajuda dos sócios da KEIRETSU para mentoria das empresas de seu clube de empreendedorismo. Mais de 30 mãos se levantaram imediatamente. O evento que tivemos a oportunidade de participar era um pitch de 5 empresas para 110 investidores da KEIRETSU.

Podemos ver por dentro a dinâmica de como são feitas alocações de recursos. Isso não tem preço.


STANFORD UNIVERSITY – ADAM SMITH SOCIETY – Conversas sobre a liberdade no Brasil e nos Estados Unidos.

Nossa viagem terminou com uma reunião com o grupo de estudos da ADAM SMITH SOCIETY na escola de negócios de Stanford. Nos reunimos com estudantes americanos e brasileiros da escola para uma apaixonada discussão de temas liberais. Nossa curiosidade era saber como será a América de Trump e a deles era sobre o futuro da América Latina.

Ben Kohlmann nos recebeu e rapidamente colocou a palavra a disposição. O presidente do IEE, Rodrigo Tellechea, explicou o que é e o que faz o IEE, a situação do Brasil e os desafios dos liberais. A reunião foi possível através da agenda do Anthony Ling, estudante do MBA de Stanford e membro do IEE. Rodrigo deixa bem claro: “temos que parar de reclamar e fazer o que temos que fazer, independente do contexto momentâneo que nos rodeia”.

Fica muito clara a distância que separa o ambiente universitário americano do Brasileiro. Nos EUA, academia e mercado andam juntos. As empresas investem nas universidades e abrem oportunidades para as ideias que vem de lá, enquanto a academia conta com portas abertas para testar suas teorias e ideias. Enquanto isso no Brasil…

Foi um fechamento sensacional da viagem e da semana.


UMA SEMANA EM SF E NO VALE DO SILÍCIO – O túnel do tempo

Vir para San Francisco e o Vale do Silício é uma viagem no tempo futuro. A gente nunca volta igual de uma viagem. E essa foi especialmente transformadora. A montagem da viagem foi um desafio para proporcionar visitas interessante e atender às expectativas de todos.

Vimos startups no início e no meio, empresas que vão mudar o mundo, empresas consolidadas, incubadoras, aceleradoras, clubes de investimentos, espaços para começar, estrutura de apoio e logística para vir ao vale.

Mais que nada vimos um ambiente onde o indivíduo tem muito valor, a colaboração é a palavra de ordem, as relações humanas são diretas e onde vale um estado de espírito multidimensional e exponencial. Aqui, não tem mimimi, jeitinho ou perda de tempo. Aqui, it’s the real deal.

Posso resumir em 4 ideias básicas:
1. Colaboração: a troca de ideias não é só fundamental, é a regra.
2. O que importa são as pessoas. O valor das empresas está menos nos seus produtos do que nas pessoas. A empresa é a combinação das pessoas que fazem parte dela.
3. O Vale não é uma região, é um estado de espírito.
4. Não é feio falir. Falhar é sim parte do processo e encaminha o sucesso.

Como bem disse Francisco Franco da Latin SF: “Uma semana no vale é como se fosse um mês em outro lugar”. Bem, depois de um “mês” fora, estou voltando para casa.

 

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Primeiros passos para investir no Vale do Silício


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No terceiro dia de viagem, o grupo do IEE teve a oportunidade de conhecer os principais procedimentos para se investir no Vale do Silício. Ricardo Sondermann, consultor da 818 que lidera o grupo, faz um relato das visitas realizadas:


KEATING CONSULTING – Selo de qualidade para investidores e startups.

A KEATING presta serviços de gestão financeira, contabilidade e governança para empresas startups no primeiro estágio. Normalmente as empresas surgem de ideias de engenheiros, físicos, médicos, ou seja, profissionais brilhantes que sabem muito de seus produtos ou serviços, mas têm pouco tempo, paciência ou a atenção necessária para o duro trabalho administrativo.

Esteban Angeleti, caxiense e residente em SF após seu MBA nos recebeu e explica a KEATING como sendo a apólice de seguro para a startup e especialmente para o investidor. A empresa prepara a startup em seu RH, finanças e accounting, preparando-as para as próximas rodadas de investimento.

Ela serve como referência para investidores e “se uma empresa está com a KEATING, o investidor se sente seguro para seguir aportando capital, tempo e dedicação de mentoria”.

Um ponto de suma importância é a montagem dos term sheets, ou seja, os planos de vendas e trocas de participações e a estruturação do equity. “Muitas vezes a startup acaba passando tanto de sua participação que o fundador ou perde a motivação, ou se transforma num simples funcionário ou mesmo é demitido de sua própria empresa”.

A KEATING é um selo de qualidade para todos envolvidos no negócio. Foi assim para HDMI e Snapchat, por exemplo.


PREFEITURA DE SAN FRANCISCO – DEPARTAMENTO LATIN SF – Welcome to SF

Francisco Franco é um mexicano que trabalhava na embaixada do México. De tanto trazer gente ao vale, mudou de lado da rua, agora é o responsável pela atração de investimentos de toda a América Latina para a cidade.

– “O Vale do Silício é um estado de espírito. Não é uma região”.

Nada mais simples e direto. Não é só tecnologia que vem à SF, por exemplo: existe agora um time de futebol, o SF Delta, um investimento paulista.

Segundo Francisco, Brasil e México tem corporações maduras suficientes para se instalar em SF. Muitas empresas do vale hoje sofrem pressão de seus funcionários, a maioria jovem, para estar em SF pois a “vida no vale é chata”. San Francisco não é uma cidade conservadora, mas é tradicional. Logo, o mercado de construção civil avança mas não na velocidade para atender o fluxo entrante. A cidade está andando para cima, subindo em altura e isto é uma discussão constante.

Para finalizar, Francisco disse que “uma semana em São Francisco parece um mês, um mês, parece um ano”. Nada mais correto. Eu sinto exatamente isso agora.


UPSTART – Empréstimos online

Na UPSTART, assinamos um NDA, ou um acordo de confidencialidade. O que podemos dizer é que é uma empresa financeira que faz empréstimos abaixo dos custos de mercado dos bancos tradicionais, com 3 a 5 anos para pagar. Todo o processo é on line e o mercado principal são jovens entre 20 a 30 anos.

“Crédito sempre é dado se olhando o passado das pessoas. Nós olhamos o futuro dela”.

Um banco, sem cara de banco, composto por jovens extremamente competentes. A pessoa mais velha do prédio inteiro era eu.

Os tempos já mudaram. Que bom.

 

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Uma perspectiva de sucesso do Brasil


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No segundo dia de viagem ao Vale do Silício, Ricardo Sondermann e o grupo do IEE puderam conhecer pessoas e instituições do Brasil que estão se destacando no cenário de empreendedorismo mundial. Abaixo, Ricardo compartilha um relato sobre cada visita:

CONSULADO DO BRASIL EM SF – Um governo.com

Quando se contata o governo brasileiro a expectativa é de que se mergulhe em burocracia e negativas. Fomos recebidos por Gloria Hunt, trade officer, que veio da iniciativa privada para fazer do consulado uma rede de networking.

Gloria descreveu as empresas do vale como aquelas que valorizam a meritocracia, a colaboração entre todos (dono, sócios e todos os funcionários estão ligados no sucesso da empresa), o espírito de time, o casual look (se você vê alguém de gravata, ele é de algum governo), o conceito de benefícios para todos, a cultura do investidor como sendo um parceiro especialista que quer o sucesso da empresa para vende-la e fluxo de ideias – todos têm, mas uma empresa “são várias ideias que param de pé”.

– “Aqui as pessoas gostam de trocar experiências. Antes de qualquer contato, estude a pessoa, a empresa, pergunte, conte sobre você, dê e você vai receber. Se você só tirar, não vai durar”, disse Gloria ao grupo do IEE.

Gloria sugere que o melhor caminho é passar um tempo no vale para aprender, conhecer novas possibilidades, tecnologias e trazer para os negócios no Brasil. O brasileiro é curioso, ávido por novidades e nosso mercado é gigante e pouco explorado.

Bom ver que existe um governo.com.


PLUG&PLAY – Silicon Valley in a Box

Na recepção da Plug&Play uma tela passa informações e uma foto despretensiosa. 50 pessoas comemorando a saída da incubadora pois estavam indo para seu primeiro imóvel próprio. Quem? O Google.

Nos anos 80, uma família de refugiados iranianos saidos do Irã dos Aiatolás começa a vida vendendo tapetes. A empresa cresce e num depósito muito grande lhes sobra espaço. Ali, começam a dar pequenos espaços para compatriotas, como eles, e depois para pequenas empresas que estão começando a vida e não tem como pagar estruturas maiores. Nasce então a incubadora de mais de 1700 startups que estão mudando o mundo.

A P&P tem como negócio principal a aceleração de empresas através de investimento, compartilhamento de espaços onde empresas de todos os tamanhos se mostram, abrem negócios, compram participações, trocam informações e tecnologia. Ela realiza mais de 600 eventos abertos e fechados. Um evento interessante é o Executive in Residence, quando CEOs das principais empresas do mundo passam dias ou uma semana lá, atendendo a todos e conhecendo o que estão desenvolvendo.

As empresas que vão para lá surgem de clubes de empreendedorismo das principais universidades americanas. São divididas em áreas de interesse: mobilidade, hospitalidade e lazer, saúde e bem-estar, internet das coisas, varejo e marcas, alimentação e agribusiness, novos materiais e packings, fintech, mídia e seguros.

A lista das empresas que passaram por lá é enorme, mas tem alguns como Dropbox, Paypal, Google, entre outras.

O que não imaginávamos é que uma estrutura pesada como o Banco do Brasil pudesse estar no vale, instalada na Plug&Play. Pois, justamente, para poder acompanhar e participar da revolução exponencial, o BB montou uma incubadora de projetos internos. Quaisquer funcionários do banco podem propor projetos, que em sendo aprovados, estas pessoas são trazidas para cá por um período de 3 meses para colocar a ideia em pé. Aqui, trabalham sem a hierarquia do Brasil e abrem a cabeça. Por aqui já passaram duas turmas.

Vilmar Grüttner, head da operação, um simpático catarinense e torcedor do Figuera resume bem: “no Brasil a gente tem que fazer um bolo. Tem camadas, leva tempo e quando fica pronto, a festa acabou. Aqui a gente faz cupcakes, são rápidos, gostosos e resolvem a festa”.

Outra empresa brasileira presente na Plug&Play é o Banco Original. O Original partiu para a disrupção do mercado bancário. Diga-se de passagem, o Brasil está muito à frente dos EUA em termos de tecnologia e procedimentos bancários. Surgido com capital do Grupo JF, o banco teve com seu primeiro presidente, o atual ministro Henrique Meirelles, e tem como objetivo ser um banco totalmente digital, ser um API, onde toda a TI está diretamente ligado ao presidente.

A tecnologia é o banco.


HYPERCUBES – O scanner da terra

Fundada em 2015, a HYPERCUBES está incubada dentro da Singularity University e está construindo a próxima geração de satélites de observação da Terra, habilitados por inteligência artificial.

Serão 80 satélites do tamanho de uma caixa de sapato, cada um deles cobrindo o planeta a cada 90 minutos, gerando 100TB de informações por passagem. Toda a informação será guardada nos satélites, ou seja, acima “da nuvem”. A informação que volta a Terra são as análises feitas pelo próprio dispositivo.

O que ele informa? Dados sobre vegetação, estágios de plantio, composição da terra, necessidade de adubagem, minerais presentes na superfície e na profundeza, presença de água, em suma: a HYPERCUBES informa online o que a terra pode e está produzindo e o que há para ser minerado.

Fábio Teixeira, o brasileiro fundador da empresa, montou ela na Singularity pois “em 2050 seremos 10 bilhões de pessoas, que nos impõe perguntas de como vamos nos alimentar, produzir energia, obter água limpa e assim por diante”.

Pois é, um grande brasileiro vai produzir estas respostas para o mundo.

 

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How to make money, na visão do Vale do Silício


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No primeiro dia de viagem ao Vale do Silício, em missão realizada para o IEE (Instituto de Estudos Empresariais), Ricardo Sondermann teve dois encontros muito interessantes, relatados abaixo:

OUTSOURCE BRAZIL

Robert Janssen, titular da OSB nos recebeu em dos escritórios da Wework (coworking no centro da cidade), quando vez um histórico sobre o Vale e como e porque se transformou no que é hoje. O terremoto de 1906, que destruiu San Francisco, explica a resiliência do povo; as constantes ondas de imigração permitiram uma cultura aberta e estimulante e a decisão de William Shockley, inventor do transistor, de trazer sua empresa para perto da casa de sua mãe no vale, foram alguns dos pontos que juntos, formaram a cultura e os negócios por aqui. Soma-se aqui a decisão de Leland Stanford, em 1891, de não doar dinheiro para Harvard e resolver fazer sua própria universidade. A soma da resiliência, conhecimento, multiculturalismo e liberdade de empreender, fez do Vale do Silício, o que ele é hoje.

A América tem um conceito interessante. Aqui a expressão é to make money. Make é fazer. Fazer é diferente do que ganhar dinheiro. Não é só semântica, é filosofia.

Robert fez uma profunda explicação de como devem ser apresentados projetos para a busca de financiamento, onde e para quem. Brevemente os 10 pontos para um pitch bem feito são:
– Seja legível; você tem 5 minutos para vender sua empresa.
– Conte uma história: storytelling é tudo.
– Sempre seja simples, fale na perspectiva do cliente.
– Reforce o óbvio. Isso é óbvio.
– Foco no prospect.
– Apresente-se bem.
– Termine com um sumário, resuma o que, porque, para quem e quanto.

Robert, que é um “amerioca”, um americano crescido no Rio, resume que o brasileiro tem o DNA para o sucesso. Para ter sucesso você tem que ter: expertise, compromisso & confiabilidade e flexibilidade & criatividade. Nos falta “desenterrar o Nelson Rodrigues”, disse bem ele.

A OUTSOURCE BRAZIL é uma consultoria que apresenta e orienta empresas para entrarem e se estabelecerem no Vale e San Francisco. Para finalizar destacou que as empresas hoje precisam ter um MVP (minimum viable product) com 3V’s:: viabilidade, valor e validação.

500 STARTUPS

A 500 é uma das mais importantes aceleradoras do mundo. Seus fundos de investimentos já atingiram cerca de 1.700 empresas, em 60 países. No Brasil já foram 40 empresas aceleradas com investimentos cujos percentuais variam. Muitas empresas por aqui nos pedem para assinar NDA’s, ou acordos de confidencialidade. Infelizmente, muito do que foi dito não podemos contar, mas a 500 está no Brasil e pode ser acessada diretamente por quem tiver interesse.

Mas, do que podemos contar, foi apresentada a estrutura de funding de uma startup, que começa no investidor semente e pode, ao longo da vida da empresa até um provável IPO, passar por até 5 rodadas de crescimento de capital, dependendo do seu valor de mercado. O ciclo da startup parte da análise do produto ou serviço, sua escalabilidade de mercado e de projeção e realização de faturamento e lucro. A empresa precisa, em um momento não muito tarde de sua vida, gerar o elbow, ou cotovelo. É o momento da exponencialidade, quando ela começa a crescer de forma acelerada em vendas, penetração de mercado até uma possível (ou não), disrupção de mercado.

A 500 é um fundo de aceleração de empresas com um crescimento de mercado exponencial. Foi uma lição de mercado e visão ultramoderna de negócios.

Para os próximos dias, estão previstas visitas ao Consulado do Brasil, na aceleradora Plug & Play, na Prefeitura de São Francisco e na incubadora UpStart’s.

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818 volta o Vale do Silício em missão para o IEE


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Entre 20 a 24 de Fevereiro, Ricardo Sondermann está levando um grupo de 15 membros do IEE (Instituto de Estudos Empresariais), incluindo o Presidente e diretores, para uma viagem de estudos e conhecimento à San Francisco e ao Vale do Silício. O objetivo da viagem é compreender o ambiente de negócios do Vale onde a liberdade de empreender tem gerado organizações de crescimento exponencial.

O roteiro vai possibilitar entender como surgiu este ambiente de negócios, a filosofia por trás da exponencialidade e como o setor público incentiva o setor privado através das visitas à Outsourcing Brazil, Consulado do Brasil, Camara de Comércio de San Francisco e SFYimby. Serão visitadas aceleradoras, incubadoras e parque tecnológicos, para compreender como se dá o financiamento nas diversas fases; investidor anjo, crowdfunding, semente e private equities (500 Startups, Plug&Play, Keating Consulting e Upstart). O grupo visitará empresas consolidadas (Github e Drumwave/Moebio) e participará de um pitching day de startups para investidores (Keiretsu Forum). Por fim, será realizada uma visita especial na Universidade de Stanford com um grupo da Adam Smith Society, para um colóquio de discussões liberais.

“Se já existe a máquina do tempo, ela é um vôo entre Porto Alegre e San Francisco”.