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Artigo publicado na revista Comunicação & Sociedade


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O consultor da 818, Rodrigo Valente, teve seu artigo “Um caminho de superação pedagógica: os Naipes da Comunicação como dispositivos de atenção“, escrito em parceria com o prof. Dr. Fábio Hansen, publicado na revista científica Comunicação & Sociedade – na edição do mês de dezembro. O artigo aborda os temas Economia de Atenção, Criatividade e Educação, utilizando o jogo “Naipes da Comunicação” como um dispositivo para obter melhores resultados na percepção dos estudantes.

O jogo foi um experimento realizado na ESPM-Sul, em 2013, e que resultou em um apresentação de ambos os autores no Confibercom, em Portugal, no ano de 2014. Comercialmente, a 818 vem utilizando jogos de carta, baseados em Poker Texas Hold’em, tendo como exemplo mais recente a atividade realizada para o Shopping Iguatemi de Porto Alegre.

Para uma leitura completa, o artigo está disponível neste link:  Um caminho de superação pedagógica: os Naipes da Comunicação como dispositivos de atenção | Hansen | Comunicação & Sociedade

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Sondermann fala sobre marketing político para ZH


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No dia 24 de março de 2016, Ricardo Sondermann foi procurado pelo jornal Zero Hora para falar sobre o papel do consultor no marketing político. O sócio da 818 disse que o profissional de consultoria deve ser um generalista, com amplos conhecimentos sobre as áreas que impactam a alta gestão. “Toda busca de conhecimento é necessária. A experiência dá condições de fazer julgamentos corretos, mas a técnica permite ampliar a base onde vai se dar esse julgamento”, disse Ricardo.

Outro ponto destacado foi a importância do mapeamento de públicos para um relacionamento mais próximo e duradouro com o mercado. “A atuação tenta diminuir a vulnerabilidade das empresas por meio de processos de comunicação consistentes. O profissional precisa entender os públicos para ajudar a traçar estratégias”, completou Sondermann.

Para saber mais, leia em ZH.

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Games gratuitos podem ser muito lucrativos.


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No dia 12 de novembro, Rodrigo Valente apresentou o paper “CrossFire: como um game gratuito se tornou recordista de arrecadação para a economia de atenção.” no SBGames 2014, na PUC/RS.

O objetivo do trabalho é compreender as características dos jogos digitais gratuitos para jogar (Free-to-Play) que podem estar associadas às necessidades da atual economia de atenção. Como objeto do estudo, foi escolhido o game “CrossFire”, da empresa chinesa Tencent Holdings, que atingiu o faturamento de US$957 milhões, em 2013, mesmo sendo gratuito. Para entender este fenômeno, Rodrigo Valente estudou como os games gratuitos poderiam denotar valor para a indústria cultural. Para tal, usou as teorias de Morin, Huizinga, McLuhan, Novak, Jenkins e Levy, além de outros autores. Por fim, o paper relaciona estes conceitos ao objeto escolhido. O trabalho poderá ser lido nos anais do evento, que serão publicados em breve.

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Futebol entre duas telas


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Rodrigo Valente, consultor da 818, escreveu um artigo com André Pase, prof. Dr. da PUC/RS, sobre as transmissões realizadas durante a Copa das Confederações, em 2013, com o suporte de duas telas simultâneas. O artigo foi publicado na revista Sessões do Imaginário, vol. 18, nº 2. A revista é classificada como Qualis 1B pela Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior).

Segue abaixo o resumo e o link para a leitura completa do artigo.

RESUMO:
Durante a Copa das Confederações de 2013, emissoras de TV utilizaram caminhos alternativos para estimular o uso da interatividade nas transmissões. De maneira diferente da observada no projeto da TV Digital aberta brasileira, acabam por valorizar caminhos já utilizados pela audiência, bem como ressaltam as características de ambos os meios – TV e dispositivos portáteis – de forma que um completa o outro em uma experiência que valoriza o papel da TV. Este artigo observa como isso foi utilizado pela Bandeirantes com o aplicativo Segunda Tela da Band.

Link para leitura: http://revistaseletronicas.pucrs.br/famecos/ojs/index.php/famecos/article/view/16921/11075

 

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A miopia brasileira


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Texto publicado na REVISTA DA ESPM, edição de novembro de 2013, de autoria de Ricardo Sondermann.

Enquanto o mundo busca por um novo modelo de entendimento econômico e social, o Brasil patina e não consegue adequar-se às novas realidades de competição internacional, desenvolvimento educacional e ações que assegurem condições para o crescimento da nação

 “O neoliberalismo destrói a condição humana.”
“O socialismo não entende a lógica do mercado.”
“O liberalismo prevê a construção da economia sob um estado mínimo.”
“O socialismo busca o bem-estar igualitário da sociedade.”

Estas e muitas outras frases que seguem pela mesma linha, repetidas em palestras, passeatas, programas de rádio e discussões de bar, como se fossem verdades pétreas, fazem parte do dia a dia e da mentalidade das elites políticas, econômicas e acadêmicas. Em um mundo cada vez mais preocupado com eficiência, sustentabilidade, bem-estar individual e social e uma vida em harmonia com a natureza, ainda há espaço para a discussão ideológica? O que poderia a pressão política ou partidária de grupos, de quaisquer tamanhos, acrescentar à realidade das pessoas?

Nas atividades diárias, os indivíduos se apresentam como pessoas físicas, jurídicas ou organizações não governamentais. Elas se envolvem prioritariamente com suas famílias e seu bem-estar individual. Fazem parte de organizações econômicas complexas, quer como funcionários, quer como empreendedores ou profissionais liberais, e executam ações direcionadas a seus semelhantes, quando se integram a associações de benemerência, sindicais ou corporativas.

Ao educar os filhos, tomar decisões empresariais, escolher um candidato em uma eleição ou buscar fundos para auxiliar uma igreja, clube ou creche, o cidadão se transforma em ser político atuante e convicto de suas decisões. Ao ligar-se a um partido, definir lado ou defender uma ideia, acaba por tornar-se defensor intransigente, para depois poder influir sobre outros.

Esta necessidade de conversão alheia ultrapassa, muitas vezes, a aptidão das pessoas para aprender outras realidades, adaptar-se a situações determinantes e dificulta sua adaptação à realidade que as rodeia. Por ideias, matamos e morremos. Neste cenário, John Keegan, autor de inúmeras obras sobre os conflitos e guerras, cita a frase do general prussiano Karl von Clausewitz: “Em uma guerra, a primeira vítima é a verdade”.

Pois a discussão que aqui se propõe, é saber se é possível aprender como os conceitos se transformaram em realidade, e onde e porque melhoraram vidas. O socialismo foi aplicado em diversas nações, desde a Revolução Russa de 1917, e sobrevive, ainda hoje, em suas versões primárias, em Cuba e na Coreia do Norte. Na China, Vietnã, Camboja e Laos, versões ainda ditatoriais sob o ponto-de-vista político, permitem certa flexibilidade quando se fala de economia, na medida em que aceitam o capitalismo como fonte de geração de divisas e empregos. O socialismo europeu, ou a social-democracia, criou modelos híbridos onde altos impostos impõem uma igualdade social, com visíveis ganhos para a sociedade, mas com proteção à propriedade privada e aos direitos individuais.

Por outro lado, o capitalismo gerou, ao longo de seus quase 300 anos, um desenvolvimento econômico, político e social, muito mais intenso do que nos 3 mil anos anteriores. Mesmo governos auto-denominados como sociais ou “de esquerda” comemoram seus índices de crescimento econômico, com prêmios à sua eficiência administrativa. No Brasil, os índices de desenvolvimento social alcançados pelos governos Lula e Dilma são realizações eminentemente capitalistas, quando recursos passados pelo governo às camadas pobres da população mostraram que as pessoas são muito mais inteligentes no uso deste dinheiro do que o governo que liberou a verba. O dinheiro, transformado em consumo, imediatamente movimentou a economia, confirmando que indivíduos são mais importantes do que governos para fazer a roda da economia girar.

Um passeio pelas ideias

Winston Churchill disse certa ocasião: “O defeito inerente do capitalismo é a distribuição desigual das benesses; a virtude inerente do socialismo é a distribuição equitativa da desgraça”. A frase histórica é citada por Dominique Enright, no livro A verve e o veneno de Winston Churchill (Editora Odisséia, 2009).

Já Karl Marx, em sua análise teórica, define que “a taxa média de lucro é definida por fatores como a taxa de exploração da força de trabalho”, como mostra Jacob Gorender, na obra Marx. O Capital (Editora Abril, 1983). Isto nada tem a ver com a composição orgânica do capital ou inclinações subjetivas. Marx entende que “a demanda, por mais que a influenciem preferências individuais, está antes de tudo subordinada à prévia distribuição dos rendimentos, de acordo com a estrutura de classes existente”. De nada adiantaria ao operário ter as mesmas preferências de seu patrão, se seu salário impede a aquisição do mesmo bem, uma vez que o lucro de seu patrão permite o consumo desejado e sobras para investimento.

O entendimento do que seja a ação humana, o tamanho dos governos e as funções do Estado têm, desde então, acalentado discussões e alternado políticas de governos em todo o mundo, democrático ou não. Em que pese o fato de que durante a Segunda Guerra Mundial os colegas do King’s College em Cambridge, na Inglaterra, tenham passado noites juntos no telhado na escola, em vigília aos ataques nazistas, John Maynard Keynes e Friedrich Hayek nunca apoiaram as ideias alheias, apenas “concordado em discordar”. Tal fato é apontado por Nicholas Wapshott, no livro Keynes Hayek. The clash that defined modern economy (Editora WW Norton & Company, 2011).

Na análise da crise de 1929, Keynes e Hayek sustentavam visões diferentes sobre o papel do governo e as ameaças contidas no seu tamanho às liberdades individuais e à intervenção nos mercados. Com a crise de setembro de 2008, George W. Bush rapidamente salta de sua política “hayekiana” para um modelo “keynesiano”, depois prolongado e aprofundado por Barack Obama. De qualquer forma, a discussão não deixou de ser sobre o capitalismo ou a forma de revigorar a economia de mercado. Em nenhum momento, a não ser por alguns pseudo profetas messiânicos e “esquerzofrênicos”, alentou-se a volta a uma sociedade rural em comunas ou a apropriação de propriedades privadas.

O capitalismo funciona em ciclos de crescimento, consolidação e crises, quando sociedades que até aquele momento vinham se desenvolvendo encontram dificuldades para continuar financiando seu momentum econômico. Em seu livro, Gorender mostra também que a grande depressão, ocorrida entre 1929 e 1933, propiciou a revolução da noção de Keynes de que crises poderiam ser submetidas a certo grau de controle e atenuadas pela intervenção do Estado.

No final dos anos de 1970 e, durante as duas próximas décadas, o liberalismo renasce, errônea e pejorativamente chamado de “neoliberalismo”. Ronald Reagan, nos Estados Unidos, e Margareth Thatcher, na Grã-Bretanha, aplicam um receituário econômico liberalizando políticas regulatórias (especialmente a legislação trabalhista), diminuindo o tamanho e as atribuições do Estado através de um amplo plano de privatizações. Suas economias mudaram radicalmente e um ciclo ininterrupto de crescimento varreu o mundo de 1980 até 2008.

Enquanto isso, no país do futebol… 

E o Brasil ainda pensa em termos de um lado contra o outro. Desde o descobrimento, quando os portugueses vieram tomar posse das “terras do pau-brasil”, o desenvolvimento econômico do Brasil esteve atrelado a fatores externos e não à individualidade e iniciativa privada dos brasileiros. Ao contrário das empreitadas privadas de britânicos e holandeses, com a Companhia de Liverpool ou das Índias Ocidentais, o processo de crescimento do Brasil foi capitaneado por uma metrópole controladora de toda atividade, através de regulação e taxas. Não que isso não existisse em colônias britânicas ou holandesas, mas a integração dessas elites ao cenário mundial era mais contundente e elaborada, muitas vezes provocando a independência das colônias ou outros tipos de acordos comerciais.

Avesso à independência e à livre iniciativa, o Brasil foi pródigo em impor limites a líderes empresariais como Mauá, criando uma elite subserviente às vontades de seu imperador e aos presidentes da Primeira República. Ao longo da história, o capitalismo nacional incipiente era praticado tanto pelo governo – por meio de um sem-número de empresas estatais, como a Petrobrás, Usina de Volta Redonda, Banco do Brasil, entre tantos exemplos –, quanto por empresários que se valiam de permissões especiais para construir monopólios.

De certa forma, embora surgidos de origens distintas, esses movimentos buscam, na teoria capitalista, desenvolver suas atividades. Como este movimento surgiu de cima para baixo, não penetrou na sociedade e é, até hoje, responsável pela miopia econômica em que se vive. Ao menor sinal de dificuldade, grandes empresas ou suas agremiações representativas se socorrem das políticas de governo para equilibrar suas finanças, via empréstimos no BNDES, pressão por taxas de câmbio favoráveis ou redução de impostos específicos a suas atividades. Não se discutem aqui as origens das crises, mas o que se pode fazer de imediato para reduzir os efeitos. É como se, tendo um paciente doente, o médico apenas aumentasse a dose do remédio, sem se preocupar com a causa da enfermidade.

O Brasil é míope e não procura, apesar do tamanho de seu mercado e do interesse global por ele, adequar-se às novas realidades de competição internacional, desenvolvimento educacional e ações que assegurem condições para o crescimento. Atraem-se investimentos mais pela dimensão do mercado do que pelas condições de liberdade econômica e desenvolvimento. O que se observa, como melhoria das condições de vida da população, decorre de benesses do governo federal, como programas de auxílio direto e empréstimos para o consumo. Não está errado, mas é insuficiente para pensar em um universo de 20 ou 50 anos.

Tal falta de planejamento estratégico de longo e longuíssimo prazo já começa a cobrar sua conta. O exemplo dramático da Copa de 2014 é o mais visível, mas a infraestrutura logística e energética, já limitada, tem contribuído para índices de crescimento tímidos dos últimos cinco anos. Outro grande problema é a falta de liberdade de empreender e de promover um ambiente ou ecossistema propício para o nascimento e continuidade de pequenos e médios negócios. É neste tamanho de atividade que se desenvolvem grandes oportunidades, melhores margens e o maior número de empregos formais.

Segundo o índice de Liberdade Econômica, apresentado pela Heritage Foundation e pelo Wall Street Journal, o Brasil está na 100a posição, entre 185 países. Nas Américas, o país é o 19o entre 29 países, e se situa abaixo da Colômbia, Uruguai e Nicarágua, por exemplo. Nos dez pontos avaliados, perdemos em liberdade fiscal, tamanho do governo, corrupção, liberdade de empreender (abrir e fechar negócios), liberdade de comércio e legislação trabalhista. Tais considerações estão descritas por Terry Miller em um dos capítulos do Index of Economic Freedom (The Heritage Foundation, 2013).

Substancialmente grave é o fato de que as discussões ideológicas, que permitiriam um acordo moderno por meio de um rearranjo das obrigações dos governos e do tamanho do Estado, esbarram na construção de impasses. Prevalece a visão de que o não fazer é melhor do que tentar acertar. Por trás de uma argumentação política antiga e infrutífera, as forças políticas e econômicas procuram, escondidas sob o manto das “conquistas sociais”, barrar qualquer tipo de debate sério e construtivo. Está mais do que provado que o indivíduo com liberdade de empreender, dentro das regras e convenções do estado de direito e da proteção à propriedade privada, sabe fazê-lo melhor com menor intervenção de um estado burocrático e inibidor. Cabe aqui citar como exemplo o efeito do dinheiro distribuído pelo governo a título de programas assistenciais e o aumento da arrecadação bruta de impostos sobre produtos cujos impostos foram reduzidos.

Precisa-se de um choque de realidade. As forças políticas devem entender que o povo brasileiro sabe empreender e consumir, que empregados podem negociar seus salários, que empresários não são “monstros exploradores” como os desenhados pela propaganda marxista e que empresas e empregados funcionam juntos, prescindem da tutela sindical ou de uma rigorosa lei projetada nos anos de 1930. Precisamos de uma reforma política que diminua a ação, por vezes inepta, por vezes corrupta, do legislativo e de controles efetivos e legais sobre o executivo e o judiciário, incluído aqui o Ministério Público.

Os detentores dos poderes podem confiar que seus liderados sabem estruturar suas vidas sem tanta regulação, e o povo brasileiro deve entender que liberdade é a base para condições equitativas de desenvolvimento. Ao contrário do que diz a esquerda brasileira, que “precisamos antes de igualdade, para que depois haja liberdade”, a verdade é que somente havendo liberdade poder-se-á produzir igualdade de oportunidades.

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Quando a comunicação se torna um serviço


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Texto publicado na REVISTA DA FREE WAY, edição de novembro/dezembro de 2013, de autoria de Rodrigo Valente.

A comunicação está no centro das relações humanas. Por meio dela, é possível criar e interpretar significados. A comunicação pode ser entendida como um processo, em permanente movimento e transformação, assim como a Free Way. Mas, também pode ser vista como um sistema, de partes interdependentes, que causam impacto uma nas outras. Parece difícil, não? Mas, pode ser explicado de uma forma bem simples. Quando um motorista está dirigindo na Free Way e ouve na Radiovia (FM 88.3) que há a ocorrência de obras nos próximos quilômetros, ele reage, diminuindo a velocidade e ampliando a sua atenção adiante. Este processo mostra a intenção da concessionária da rodovia, a Triunfo Concepa, em prevenir os motoristas sobre atividades que estão ocorrendo em seu trajeto e, ao mesmo tempo, revela a reação dos motoristas em relação à mensagem emitida.

A provocação que se faz é: sendo a Free Way uma rodovia de grande movimento e de fundamental importância para o sul do Brasil, a comunicação poderia ser usada como um serviço? Primeiro, é válido entendermos o que seria um serviço. Para os autores Christopher Lovelock e Jochen Wirtz, no célebre livro Marketing de Serviços (2006, p. 8), “um serviço é uma atividade econômica que cria valor e proporciona benefícios a clientes em horários e locais específicos, efetuando uma mudança desejada em quem recebe o serviço”. Para os usuários da Free Way, quais seriam estes benefícios? Um trânsito mais fluido? Mais segurança durante o trajeto?

Quando a Triunfo Concepa criou a sua conta de Twitter, @triunfoconcepa, imaginava, por meio do ambiente digital, estabelecer um serviço para seus usuários. Em parceria com a sua agência de comunicação, desenvolveu um sistema que vem fornecendo informações sobre o tráfego nas praças de pedágio em tempo real. Os seguidores do perfil ao enviarem um tweet com #trafego para  @triunfoconcepa recebem imediatamente a frequência de carros por minuto nos dois sentidos (POA / LITORAL). Seria apenas uma forma de comunicação ou um serviço necessário para os usuários da rodovia?

Há pouco mais de 2 anos, a Triunfo Concepa vem investindo parte da sua comunicação para informar aos motoristas os melhores horários para usar a estrada em períodos de grandes movimentações, como Natal, Ano-Novo, Carnaval e feriados longos. A intenção é de sensibilizar o público que os horários entre 18h-24h e 06h-12h são passíveis de maior fluxo na Free Way. As campanhas veiculadas em jornais, rádios e internet foram reconhecidas pelo Prêmio Nacional de Opinião Pública como uma das mais relevantes do ano de 2012. Seria apenas uma forma de comunicação ou um serviço necessário para os usuários da rodovia?

Mesmo com campanhas esclarecendo os melhores horários para usar a Free Way, na volta do Reveillon de 2013, houve um grande congestionamento na rodovia. Um movimento como nunca havia ocorrido na história da Free Way. Prevendo que este fato poderia ocorrer em algum momento, devido a expansão acelerada da frota de veículos no Estado do Rio Grande do Sul, a Triunfo Concepa já vinha planejando, há três anos, o uso da faixa de acostamento como quarta faixa em determinadas situações de alto fluxo na rodovia. Chegava o momento de colocar em prática este plano.

Como apoio do Governo Federal, no Carnaval de 2013, foi utilizada a quarta faixa para a circulação dos motoristas em parte do trajeto da Free Way. Mas, como tornar acessível este serviço ao público? Foi por meio da comunicação que a Triunfo Concepa possibilitou que os motoristas compreendessem a regra excepcional da rodovia. Em um pouco mais de duas semanas, um grande esforço de comunicação foi feito, contando com o apoio da mídia, para tornar pública a mudança. O resultado foi que no Carnaval não foi registrada nenhuma forma de lentidão no trânsito da rodovia. Seria apenas uma forma de comunicação ou um serviço necessário para os usuários da rodovia?

A Triunfo Concepa sabe o valor de uma boa comunicação para os seus públicos. A própria revista da Free Way é um exemplo de interação com o público para atender diversos interesses. Sendo um processo, um sistema ou até mesmo um serviço, a comunicação pode ser vista como uma forma de criar valor e proporcionar benefícios a clientes em horários e locais específicos, provocando mudanças desejadas em quem recebe a mensagem. Este tem sido o objetivo da comunicação da Triunfo Concepa. Recentemente, a campanha da quarta faixa da Free Way (Retorno do Carnaval – litoral norte do RS) foi eleita a melhor campanha do Prêmio Aberje (Associação Brasileira de Comunicação Empresarial) 2013 – Região Sul, na categoria Comunicação e Relacionamento com a Imprensa. Mais do que um reconhecimento, é a certeza dos bons resultados quando a comunicação se torna um serviço.

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O pioneirismo move o mundo


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Trecho do texto publicado na REVISTA MARKETING, da ESPM, em março/abril de 2013, de autoria de Ricardo Sondermann.

O que significa ser o primeiro? Será tão importante o papel de desbravador, de explorador que abre caminhos para os outros? A história do homem tem sido a continua busca de novos mundos, riquezas, curas ou mesmo a superação de limites individuais. Como veremos aqui, eis o nosso DNA, parte de nosso ser e de nossa diversidade como espécie. Do dicionário, o significado de pioneiro é: explorador de sertões; aquele que primeiro abre ou descobre caminhos através de regiões desconhecidas. O que se antecipa na adoção ou defesa de novas ideias ou doutrinas; precursor. (http://www.dicio.com.br/pioneiro/)

Ser pioneiro é alcançar os picos mais altos do mundo, é o primeiro a atingir os pólos, cruzar oceanos, desertos, geleiras, descobrir terras virgens, espécimes novos, curas milagrosas, equações indecifráveis, a maior onda do mundo, estrelas magníficas ou estar indo, onde nenhum homem jamais esteve[1].

Desde que o homo sapiens saiu da África, há 60 mil anos, a ânsia de ir além do conhecido, de descobrir oportunidades e novas terras, tem moldado a cultura humana. A compulsão de ver o que atrás daquelas montanhas, além do horizonte, do outro lado do oceano ou além da nossa órbita espacial é parte de nossa identidade e de nosso êxito como espécie (DOBBS, 2013, p. 34). Como espécie, somos levados pela curiosidade, ficamos intrigados com as possibilidades de incentivar tais viagens. Muitas explorações visam a achar um lugar melhor para viver ou acumular riquezas, mas não há dúvidas que também saímos pelo mundo simplesmente pelo prazer de descobrir o que existe nele.

O que nos move aos extremos geográficos, espaciais ou da ciência é a solução de problemas, o bem estar do espírito individual e a glória ou celebridade, mas não necessariamente nesta ordem. Não existe uma equação para definir os percentuais do que pesa mais, mas é o desencanto do imobilismo e a impaciência que nos tira da zona de conforto.

Estudos recentes procuram desvendar que se existe um impulso exploratório, talvez possa ser encontrado em nosso genoma. E tal possibilidade existe numa variante do gene DRD4, que auxilia o controle da dopamina no cérebro. O estudo desta variante, o DRD4-7R, indutora da curiosidade e da inquietação, revela que ela faz com que as pessoas se disponham a correr mais riscos, explorar novos lugares, alimentos, ideias, relacionamentos, drogas ou oportunidades sexuais. Em termos gerais, acabamos sendo mais propensos à movimentações, à mudança e à aventura (DOBBS, 2013, p. 49, 54). Segundo o geneticista Svante Pääbo, do Instituto Max Planck, nenhum outro mamífero se movimenta como nós.

O pioneiro moderno procura a cura do câncer, o próximo aplicativo revolucionário, um método de produção totalmente sustentável e economicamente viável, aterrissar em Marte e, são estas nossas novas fronteiras. Mas para tanto precisamos compreender a motivação e os objetivos por trás de uma mente pioneira e desbravadora.

Nolan Buschnell, criador da ATARI, ao entrevistar Steve Jobs, na época com 19 anos de idade, disse que percebi que Steven tinha o mais importante, aquela faísca nos olhos só exibida por gênios da criatividade (VILICIC, 2013, p. 17). Buschnell entende que jovens com boas ideias devem ser incentivados à arriscar, e que no mundo corporativo muitos executivos se retraem diante do perigo de se arriscar. Mas é o contrário que é perigoso, não arriscar representa eliminar a criatividade e a inovação, levando as empresas ao declínio e por consequência prejudicando toda a sociedade.


[1] Frase utilizada na abertura do seriado Jornadas nas estrelas, na voz do comandante da nave Enterprise, Almirante James T.Kirk: O espaço: a fronteira final.
Estas são as viagens da nave estelar Enterprise, em sua missão de cinco anos, para a exploração de novos mundos, para pesquisar novas vidas, novas civilizações, audaciosamente indo, onde nenhum homem jamais esteve.

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GTA V: uma produção cinematográfica para um game.


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Matéria publicada por Zero Hora, com a contribuição de Rodrigo Valente:

Maior fenômeno da história dos games, novo GTA tem superprodução de cinema e muita violência
Diferentemente dos anteriores, quinta versão traz mais do que um coquetel explosivo de subversão e incorreção política

Lançado em setembro, o quinto volume da série Grand Theft Auto (GTA) tornou-se o maior fenômeno da história dos videogames. Agradando a velhos adeptos e neófitos, ultrapassou a marca do bilhão de dólares em vendas nos primeiros três dias, segue onipresente no noticiário especializado e virou objeto de adoração na web.

O motivo é simples: GTA V lembra a casa da vovó, um lugar cheio de possibilidades, onde quase tudo é permitido e a única regra é se divertir — só que com carros velozes, mulheres seminuas e um gigantesco arsenal de armas.

Diferentemente dos anteriores, o novo capítulo de GTA traz mais que um coquetel de subversão e incorreção política. Ao tradicional sistema de mundo aberto (melhorado no limite da atual tecnologia), foi inserida uma história que vai sendo construída sob a perspectiva de três personagens — um ladrão de bancos “aposentado” (Michael), um jovem ambicioso (Franklin) e um psicopata (Trevor) —, sempre pela vontade do jogador.

— Essa liberdade narrativa é um dos pontos fortes de GTA V. Você pode tanto seguir o roteiro pré-estabelecido pelo jogo, cumprindo as missões, quanto fazer a sua própria história. Nada é obrigatório — aponta Rodrigo Valente, Coordenador da Empresa de Comunicação Júnior da ESPM. Ele ainda compara o jogo a um filme.

— Você é ator principal, diretor e roteirista, nunca a indústria dos games chegou tão perto da indústria do cinema — afirma.

O segundo trunfo de GTA V é poder desfrutar dessa liberdade em um ambiente dinâmico, quase vivo, criado pela equipe da Rockstar. Inspirada em Los Angeles, a cidade Los Santos não só é imensa, mas bonita, com um núcleo urbano riquíssimo, área selvagem e litoral quase infinito. Tudo apresentado com riqueza de detalhes.

Para Rafael Rodrigues, produtor executivo da Aquiris Game Studio, empresa de Porto Alegre, outro mérito de GTA V é justamente se aproximar cada vez mais da realidade do jogador, tornando-o não apenas participante, mas cúmplice. Detalhes, como uma versão debochada do Facebook (chamada de LifeInvader), fazem toda a diferença.

Ironicamente, no entanto, o game apresenta uma grande falha: jogar em rede — com pessoas distantes fisicamente, mas unidas pela internet — tem sido difícil devido a diversos bugs e esperas que parecem intermináveis. Na última sexta-feira, a produtora responsável pelo jogo se pronunciou por meio de seu site oficial. A Rockstar diz estar trabalhando para atender à expectativa dos fãs, altíssima, como se pode imaginar.

Para ler mais, acesse: http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/geral/noticia/2013/10/maior-fenomeno-da-historia-dos-games-novo-gta-tem-superproducao-de-cinema-e-muita-violencia-4291095.html

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Hong Kong, 1992.


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Texto publicado no livro: CHINA, PASSADO E PRESENTE, da Prof. Rosana Pinheiro Machado.

Fui à China pela primeira vez no distante ano de 1992. Hong Kong era uma possessão inglesa, guardava a nobreza e pompa britânicas. A China era um universo distante de nossa realidade brasileira, e embora se soubesse que ela estava lá, grandiosa e inerte, o afastamento mental era igual à distância que separa a Terra de Marte. Naquela época, eu tinha uma empresa de agenciamento internacional, que desde 1988 atuava no ramo têxtil. Minha companhia, em sociedade com um agente em Montevidéu, um em Buenos Aires e outro em Nova York, chamava-se Sndes Consulting, e a reunião de nossos escritórios formava a Buena Onda Corporation. Um bonito nome para uma bonita operação.

Nossos mercados compradores eram o Brasil, o Uruguai e a Argentina, e nossos fornecedores estavam no Uruguai, na Itália e Peru. A China e o Oriente de modo geral eram nossa fronteira obrigatória, comprar deles era condição essencial para o crescimento dos negócios. A partir dos contatos de nossos sócios, Arturo Reich, de Buenos Aires e, Michael Chetrit, em Nova York, fiz a primeira incursão para visitar fornecedores e desbravar novas possibilidades de negócios.

Meu amigo Ricardo Walter, que morava em HK desde o início dos anos 90, me assessorou nesta primeira viagem, e me apresentou a algumas pessoas. Na vida, uma pessoa deve se arrepender daquilo que não faz e Ricardo organizou um encontro com Supanee Gazeele, uma surpreendente tailandesa que nos recebeu em um restaurante de andar inteiro, todo reservado para nós, debruçado sobre a baía de Hong Kong. Ao final de um maravilhoso almoço, ela me diz: “I am going to make you rich”. Isso desde que eu deixasse de vender têxteis e me dedicasse à fábrica dela, de armações para óculos. Ah, erro meu….

A verdade é que não posso me queixar do ramo têxtil, pois partindo de Hong Kong, nas viagens subsequentes, desenvolvi uma equipe de fornecedores fantástica para clientes do high e low end da moda e fábricas de confecção no Brasil e Uruguai. Apesar do que se dizia sobre os chineses, o fato é que não se pode generalizar. Meus fornecedores eram homens sérios, alguns refugiados do comunismo que retornaram à sua terra para produzir. Nunca tive problemas em cobrar comissões ou exigir reparos para produtos sem a qualidade devida.

Uma história interessante é revela a importância que os chineses dão a superstições. Certa vez fui visitar uma fábrica de roupas íntimas e malharia básica, instalada em um enorme edifício. Quando cheguei, entrava na garagem um chinês muito bem vestido, dirigindo um Rolls Royce Corniche conversível, marrom claro com estofamento bege. Não é uma imagem que se esquece facilmente. Ao ser recebido pelo dono da fábrica, dez minutos mais tarde, vejo ali, na minha frente, o dono do Rolls. Bem, a conversa divertida girava em torno da paixão comum por automóveis e Mr. Chan me descreveu sua coleção, que incluía um Corvette Stingway e uma Ferrari Daytona, entre outros “brinquedinhos”. Sabendo que em HK paga-se um imposto de U$10 mil anuais para se manter um carro, Mr. Chan tinha “café no bule”.

Estamos conversando em uma sala envidraçada, tipo aquário, com vista para o escritório e toda a atividade enlouquecida de amostras, papéis, telefones, etc. No meio da reunião, um senhor de idade, baixa estatura e silencioso entra no salão principal. De repente, um silêncio absoluto de cem pessoas ecoa pelo ambiente. Sim, o silêncio é muitas vezes ensurdecedor. Mr. Chan, ao avistar aquele que me parecia apenas um velhinho simpático, empalidece e só tem tempo de balbuciar um “Excuse me”, antes de deixar a sala. Ali fiquei, olhando através do aquário, como um peixe excêntrico, o que acontecia no mundo externo.

Todos quietos, cabeças baixas no mais profundo respeito oriental, esperando algo. Mr. Chan se curva e o velhinho começa a esbravejar, caminhando pelo salão, apontando ali e aqui, fazendo negativas com a cabeça. Eu, no aquário, “nadava” quieto, afinal, bem sei que mais vale “uma galinha viva do que um valente morto”, e aquele momento, decididamente, não era apropriado para qualquer valentia ocidental. Sete ou oito minutos depois, o velhinho agradece, sorri, e se retira. Mr. Chan levanta a cabeça, suspira e segue as negociações.

Decidi não perguntar sobre o ocorrido. Minha avó germânica dizia que “as palavras são de prata, mas o silêncio é de ouro”. Recuperada a cor, Mr. Chan me explica que aquele simpático velhinho era um sumo sacerdote do feng shui, a milenar arte chinesa que reúne o conhecimento das forças para conservar as influências positivas que supostamente estariam presentes em um espaço, e redirecionar as negativas, de modo a beneficiar seus usuários. Ele viera verificar a reforma do salão e, pelo jeito, não havia gostado nada do que fora feito. Com meus botões, pensei se não seria mais eficiente chamar o velhinho junto com o arquiteto, antes de executarem a obra. Mas eu, peixinho excêntrico, vi que não era hora nem local para este tipo de gracinha ocidental.

Ensinamento desta experiência: o mais importante em uma relação com a China é abandonar nossa visão ocidental das coisas. Tentar compreender as tradições e os maneirismos chineses ajuda muito nos negócios. Eles, como nós, precisam estabelecer laços de confiança antes de fechar contratos.

Por fim, pude estabelecer uma relação muito profunda. Aprendi que chineses, italianos e judeus são muito parecidos. São as civilizações mais antigas da terra, têm quase quatro mil anos. As ligações se baseiam na família, não necessariamente parentes de sangue, mas relações entre amigos que viram família e onde impera a confiança. Estabelecida esta base, se terá acesso a diferentes níveis de receptividade e negócios.

A prosperidade, a amizade e a confiança são valores basilares com os chineses. É óbvio que estamos lá buscando preços, condições favoráveis e entregas pontuais, e estas condições serão alcançadas com disciplina e trabalho. Quanto mais pudermos olhar o mundo com olhos chineses, e não na nossa ótica de curtíssimo prazo, mais fácil será.

Certa vez perguntei a Johnny Wu, empresário cuja família fugira do comunismo em 1949, e que havia voltado para Xangai, porque ele havia voltado. Argumentei que os comunistas mataram milhões de pessoas e que estavam lá há mais de 50 anos. Johnny respondeu: “50 anos, e daí? Nós temos 5.000 anos de história. Isso é nada. E daqui a pouco vai acabar. Sem pressa.” Sim, temos muito que aprender com eles.

Ricardo Sondermann

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Liberdade antes que tardia


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Matéria publicada por Veja, com a contribuição de Ricardo Sondermann:

Brasil ocupa o 100º lugar em ranking de liberdade econômica
Veja online, 09/04/2013 – 14:44

Levantamento analisa dez questões para compor o índice, como a liberdade fiscal, empresarial, trabalhista, monetária, do comércio, do investimento e a financeira, além do direito de propriedade, combate à corrupção e o tamanho do governo na economia de cada país

O Brasil perdeu uma posição no ranking global que mede anualmente o Índice de Liberdade Econômica e passou a ocupar o 100º lugar neste ano. O país obteve 57,7 pontos e classificou-se na categoria “maioria não livre”, de acordo com o estudo divulgado nesta terça-feira, em Porto Alegre (RS), pelo Instituto Liberdade (IL).

O levantamento mundial analisa dez questões para compor o índice como a liberdade fiscal, empresarial, trabalhista, monetária, do comércio, do investimento e a financeira, além do direito de propriedade, combate à corrupção e o tamanho do governo na economia de cada país.

De acordo com Ricardo Sondermann, presidente do Instituto Liberdade, o Brasil está nos últimos cinco anos entre a 113ª a 100ª posição. “Estamos sempre no meio da tabela e não conseguimos evoluir. E já somos a sexta economia do mundo”, afirma. Para ele, é preciso unir capacidade e oportunidade para que o país possa crescer no ranking. “O Brasil teve a oportunidade de exportar commodities, mas uma hora a oportunidade acaba ou fica mais restrita e vamos precisar da capacidade, como em infraestrutura, por exemplo, para investir. Mas nossa condição e capacidade de fazer a longo prazo é nula.”

Ele avalia ainda que a alta carga tributária do país, a participação excessiva do governo para construção do PIB e as questões trabalhistas locais são fatores responsáveis pela baixa colocação do Brasil no ranking, na medida em que dificultam a vida do empresário e do trabalhador. “O empregado precisa ser protegido, mas a lei como é hoje encarece muito (as contratações).”

Embora esses quesitos continuem impedindo a melhora da classificação do país, no item liberdade financeira o Brasil figura na 40ª posição, devido à solidez das grandes instituições bancárias. “Nosso sistema bancário é considerado bom, eficaz. Além disso, ele tem um sistema nacional e integrado. Até mesmo os grandes bancos estatais operam com uma cabeça privada, com políticas e governança eficientes”, destaca Sondermann.

Quesitos – O levantamento avaliou a situação em 177 nações. Segundo o IL, o índice demonstra que, quanto maior o nível de liberdade econômica, melhores são as condições em quesitos como: saúde, crescimento econômico, renda per capita, educação, proteção ao meio ambiente e bem-estar geral. Na centésima posição, o Brasil ficou atrás de nações como: Zâmbia (93ª), Líbano (91ª), Guatemala (85ª), Paraguai (80ª), Mongólia (75ª), Colômbia (37ª) e Uruguai (36ª).

Entre os Brics, bloco que reúne ainda Rússia, Índia, China e África do Sul, o Brasil é o segundo melhor, perde apenas para os sul-africanos, que estão na 74ª posição. A Rússia é a pior colocada no 139º lugar, seguida por China (136º) e Índia (119º).

Entre os 29 países das Américas Central e do Sul, o Brasil ocupa a 19ª posição, à frente da Argentina (160ª) e da Venezuela (174ª).

A lista é encabeçada por Hong Kong, com 89.3 de pontuação, na frente de Cingapura, que obteve 88 pontos e Austrália, com 82.6. Os Estados Unidos, que já ocuparam o topo do ranking, ficaram em 10º lugar, com 76 pontos. Segundo o IL, os norte-americanos têm registrado declínio consecutivo em liberdade econômica, com escore de perda acumulada de cinco pontos ou mais desde 2008.

O estudo classifica cada país em até cinco divisões: “livre”, com escores combinados de 80 pontos ou mais; “maioria livre”, atingindo de 70 a 79,9 pontos; “moderadamente livre”, países que ficam entre 60 e 69,9 pontos; “maioria não livre”, com escore de 50 a 59,9; ou “reprimido”, abaixo de 50 pontos.

O Índice de Liberdade Econômica é calculado anualmente pelo centro de estudos norte-americano Heritage Foundation e pelo The Wall Street Journal, com dados de diversos órgãos internacionais como Banco Mundial, Fundo Monetário Internacional (FMI), vários bancos centrais do mundo, entre outros. No Brasil, quem traduz e é responsável pela divulgação é o IL, com apoio do Instituto de Estudos Empresariais (IEE).

O Instituto Liberdade, com sede em Porto Alegre, é uma organização não governamental (ONG) que desenvolve estudos, pesquisas e propostas em políticas públicas. Já o IEE, também no Rio Grande do Sul, tem como intuito formar jovens lideranças empresariais e defender “manutenção dos valores da economia de mercado e da livre iniciativa”. O órgão conta hoje com 150 associados, entre 20 e 35 anos.

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Uma análise da economia americana


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Irwin Stelzer 21 July 2012

The Economy Is Slowing, But Perhaps Not For Long

Slow, slower, and maybe even stop. That’s a quick summary of how Federal Reserve Board chairman Ben Bernanke sees the US economy. The economy grew at an annual rate of 2.5% last year, 1.9% in the first quarter of this year, “and available indicators point to a still-smaller gain in the second quarter” he advised congress last week. Household spending is slowing down because “confidence remains relatively low” (at its lowest level since December); numerous factors (a supply overhang, unavailability of credit) “impede growth” in the housing sector; manufacturing production has slowed; business investment has “decelerated”; there is “further weakness ahead” for investment demand; and “reduction in the unemployment rate seems likely to be frustratingly slow.”

Now for the bad news. “US fiscal policies are on an unsustainable path.” In the hope of forcing the politicians to do something to prevent the economy that is due to fall off a “massive fiscal cliff” at year end, when scheduled tax increases and spending cuts will, if implemented, cut 4% out of GDP and throw us into a sharp recession, Bernanke is holding fire — there will be no QE3, at least not just yet, and probably not until the August meeting of central bankers in Jackson Hole, Wyoming, if then. Besides, some of Bernanke’s colleagues feel the Fed has done enough, and that interest rates are already so low that a QE3 can’t lower them any further. Former Democratic Treasury Secretary Bob Rubin has the same view about the fecklessness of a possible QE3. The International Monetary Fund disagrees, and would have the Fed do more to ease monetary policy.

But Bernanke’s decision to hold fire is not likely to force the soak-the-rich Democrats and the no-tax-increases Republicans to compromise. We are in the midst of an election campaign in which President Obama has decided to replace argument with mudslinging, Chicago style — the style that has brought his home state of Illinois to the brink of bankruptcy, but which has been effective in boosting his polling numbers in swing states. Meanwhile, Mitt Romney is so busy responding to Obama’s charges — including one that he has committed a felony by filing false information with the Securities and Exchange Commission — that he has not had time to make clear how he would reverse the disastrous economic performance of the incumbent — if, indeed, he has a fully thought- through plan to do just that.

In 108 days this campaign will end, leaving the winner to negotiate with a congress that includes we-know-not-how-many lame ducks, congressmen who have lost their seats but will hang around and vote until the new crowd is sworn in late in January. The Democrats are now inclined to let the Bush tax cuts expire on December 31, and then introduce legislation to re-institute them for all save those earning more than $200,000 ($250,000 for families). They are guessing that the Republicans would be loath to vote “no” to reduce taxes back to the Bush-tax-cut levels merely because it doesn’t benefit “the rich”. Never mind that Treasury Secretary Timothy Geithner says this Democratic strategy would be irresponsible, and that it is indeed a dangerous walk along the edge of the fiscal cliff. Or that many of those into whose wallets the President wants to dip are hardly the “millionaires and billionaires” he derides as greedy, or that soaring marginal income tax rates, added to the taxes lurking in Obamacare, are not likely to encourage small businessmen to expand or create jobs.

Small businessmen are among the gloomiest players in the economy. Over 80% think the economy is on the wrong track, according to a Harris Interactive poll of firms employing fewer than 500 employees. Because Obamacare imposes costs on firms that employ more than 50 full-time workers, and because of uncertainty about future tax rates, only one in five small businesses expects to add employees next year. Democrats have a different take on all of this. They believe that another stimulus package, proposed by Obama, will increase consumer demand and change small business gloom to cheer. They also claim that the notion that higher taxes on small businesses will reduce the incentive to hire ignores the fact that the cost of new hires is a deductible expense for tax purposes.

Nor is it likely that big businesses will dip into their cash reserves until the fog of uncertainty obscuring future fiscal policy lifts. Or that unconfident consumers will unzip their purses: retail sales declined in May for the third consecutive month. Even workers not among the 23-million- strong reserve army of workers seeking full time work or too discouraged to do so worry that they might be the next involuntary enlistee in that sad group, and prefer a crouch on the couch to a stroll in the mall.

Which brings us to the longer run outlook, life after the new or current president settles down to governing rather than campaigning. In part that will depend on the policies adopted. But some observers feel that the die is already cast. Bret Stephens, writing in The Wall Street Journal, fears Americans have already developed a European-style “habit of dependency”. About half of Americans live in a household that receives some sort of government assistance. That compares with 44.4% when the financial crisis broke in 2008 and 30% when Ronald Reagan lived in the White House. Meanwhile, about half of Americans pay no income tax (they do pay payroll taxes), up from 34.1% when George W. Bush took office in 2000.

Stephens foresees a “civilizational” rather than merely an economic crisis because this trend to dependency is irreversible — it “will sooner drive a man to degradation than to reform.” Wrong, suggests Senator Bob Crocker, a Republican from Tennessee who has grown into a spokesman for his party on economic matters. Crocker believes we are “only a fiscal deal away” from resuming the sort of growth that has historically provided rising living standards and relatively full employment.

He might be right.

• American consumers have reduced debt from 133% of their income in 2007 to 114%, are seeing real wages rise for the first time in nearly two years, and are therefore in a better position to spend than in recent months.

• American banks are far better capitalized and in far better shape than those in almost any other country.

• One-third of manufacturing firms are considering “re-shoring” suggests an MIT survey.

• In June builders broke ground for more new houses than at any time in almost four years, so construction is set to add 0.3 percentage points to GDP, rather than subtract a full percentage point as last year.

• High-value exports are booming, led by our high-tech giants such as Apple, Google, Facebook and games-makers.

• Manufacturing jobs are returning to America, with Airbus joining overseas firms locating in the South.

• Energy costs are plummeting as “frac gas” hits the market.

Most of all, America remains the home of risk-taking

entrepreneurs and venture capitalists. “There’s no way you can bet against America and win,” says Warren Buffett. Let’s hope he’s right.

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Os 7 sentidos da comunicação para o bom líder


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Este artigo da HSM é muito legal e sugiro a leitura na íntegra, mas vai aí um rápido resumo:

http://www.hsm.com.br/editorias/lideranca/os-sete-sentidos-da-comunicacao-para-o-lider-do-futuro

A sinestesia, o sétimo sentido, é que transformará e fará diferença nas pessoas, nos ambientes e no mundo corporativo. 

Líderes devem estar à frente, serem superiores em consciência e elevação espiritual, devem abrir caminhos, iluminar mentes, dar o exemplo, sendo coerentes, para motivar, incentivar e estimular novos comportamentos em seus liderados. A figura do líder é importante em qualquer organização, pois sua competência em comunicação condiciona a empresa ao sucesso ou ao fracasso.

Portanto, o desenvolvimento dos sete sentidos para a Comunicação na Liderança é de suma importância para qualidade de vida e longevidade corporativa. O principal requisito do líder contemporâneo é a comunicação.

O desafio é arrebatar líderes e organizações aos novos tempos da Comunicação pela conquista da consciência superior que visa à qualidade de vida, harmonia nos relacionamentos interpessoais e, sobretudo, da vida equilibrada de negócios e finanças para a sustentabilidade empresarial.

O ser humano possui cinco sentidos fundamentais, com os quais se relaciona e se comunica e percebe o mundo. São eles: audição, olfato, paladar, tato e visão.

O sexto sentido, que corresponde a uma sensibilidade extra-sensorial correspondente à espiritualidade. A espiritualidade é a característica dos líderes que os tornam pessoas sensíveis, espiritualmente sábias e essencialmente comunicativas. Por serem mais sensíveis, esses líderes podem conjugar os cinco sentidos, contando com uma percepção extra-sensorial do mundo ao seu redor.

É o sentido que impulsiona. É com ele que se aborda e solucionam-se vazios de razão de vida e de valor. É ele que usamos para desenvolver valores éticos e crenças que vão nortear nossas ações. O espírito que tem como pilar a ética, construída com base em valores universais, possui fortalecimento do caráter, inspiração para a qualidade das intenções, atitudes e ações.

À visão inovadora desses seis sentidos adiciona-se o sétimo sentido – a sinestesia.

A sinestesia aborda a consciência do novo líder e a sua essência. Para ilustrar a definição de sinestesia, invariavelmente temos que retomar os seis sentidos abordados antes, para uma visão integrada das capacidades sensoriais.

O Sinestésico tem a ver com aqueles individuos, que são “sensoriais”, ou seja, capazes de fundir ou misturar diferentes sentidos. Por exemplo, conseguem ouvir atentamente o outro, olham nos olhos, demonstrando interesse e empatia, sentem o próximo pelo olfato, e pelo tato, o que amplia o entendimento. Essas capacidades dos sentidos humanos tornam a percepção mais aguda, afinada e integral elevando a capacidade comunicacional.