diagnóstico

Palestras e eventos, Todas as notícias

Dia da liberdade dos impostos


Nenhum Comentário

No dia 20 de maio, o Instituto Liberdade (presidido por Ricardo Sondermann) em conjunto com o Sulpetro, Aclame, CDL-POA Jovem e IEE realizaram o DIA DA LIBERDADE DOS IMPOSTOS. O evento foi realizado em 7 postos de combustível do Rio Grande do Sul, que venderam gasolina por R$ 1,50/litro. Este momento marcou, simbolicamente, o dia em que a sociedade parou de trabalhar para pagar impostos e começou a trabalhar para si, ou seja, foram gastos mais de 5 meses e meio em diversos impostos para todos os níveis de Governo. Isto é, a partir de agora, o tempo que sobra até o final de ano é utilizado para pagar aluguel, salários, matérias primas, tudo o que se precisa para viver – alimentos, ensino, condomínio, plano de saúde, diversão.

O movimento não é uma manifestação anárquica que prega a eliminação dos impostos, mas procura lembrar o quão eles são mal aplicados. O que se deseja é conscientizar o cidadão sobre o grande esforço desprendido para sustentar as máquinas dos governos. Mais detalhes no site do IL-RS: www.il-rs.org.br.

Programas de rádio e TV, Todas as notícias

Consultor da 818 participa do Programa Conversas Cruzadas


Nenhum Comentário

No dia 06.05, Ricardo Sondermann participou do debate no Programa Conversas Cruzadas da TVCOM RBS TV. A pauta em questão era sobre as repercussões em torno das declarações do empresário Jorge Gerdau, que disse: “os gaúchos são felizes, mas por que estão acomodados”.

Do ponto de vista de Ricardo Sondermann, percebe-se claramente que, nos últimos 20 anos, o Rio Grande do Sul vem perdendo sua pujança e sua competitividade em relação a outros estados, em áreas como indústria, saúde, educação, doação de orgãos, dentre tantos outros. Os gaúchos, sim, se acomodaram, descansando sobre glórias do passado e acreditando que suas mazelas são fruto de situações externas.

Os gaúchos precisam sair de sua letargia e, por vezes, descer de um pedestal arrogante, para competir mais, criar mais, aprender mais e voltar a crescer. Este não é um esforço de um governo ou de uma ideologia e não é um processo de estado, mas uma mudança de cultura, que nasce do desejo individual de transformar-se e que, num crescente, transforma a todos ao seu redor.

O programa pode ser visto nos links abaixo:

Palestras e eventos, Todas as notícias

818 discute economia de atenção em Portugal e Espanha


Nenhum Comentário

Relato de viagem de Rodrigo Valente.

Durante 10 dias, estive em dois eventos de comunicação ibero-americanos para discutir sobre o déficit de atenção, e a economia que está crescendo para retê-la, cada vez mais presente na sociedade atual.

No Lusocom, ocorrido nos dias 11 e 12 de abril, em Pontevedra/Espanha, apresentei o artigo “Clash of Clans: Um Game Gratuito, mas Lucrativo para a Economia de Atenção” ao grupo de trabalho Sociedade de Información e Politicas de Comunicación. Na apresentação, compartilhei as características dos games criados em dispositivos móveis de comunicação que podem estar associadas às necessidades de uma nova modalidade econômica criada para reter a atenção das pessoas. O game escolhido foi o Clash of Clans, um dos principais da produtora Supercell, que me levaram a questionar questões culturais e econômicas, que crescem amplamente no ciberespaço e nos dispositivos móveis de comunicação, para a “captura” de atenção de determinados grupos sociais.

Já em Portugal, tive outro compromisso no Confibercom, entre os dias 13 e 16 de abril. Em Braga, compartilhei o artigo “Pedagogia Expressiva: os Naipes da Comunicação como Dispositivos de Atenção”, escrito junto com o Prof. Dr. Fábio Hansen. Durante o evento, apresentei o jogo Naipes da Comunicação. Uma ferramenta pedagógica (baralho de cartas), especialmente criada para as minhas aulas de comunicação, que propõe uma estratégia de ensino e uma experiência de aprendizagem, usadas para potencializar a atenção dos alunos de ensino superior e pós-graduação, a partir da teoria dos jogos.

A experiência de compartilhar estudos e experiências com professores espanhóis, portugueses e brasileiros foi muito rica e reforçaram a minha a convicção de que os temas abordados são de grande importância para o mundo atual.

Abaixo, compartilho algumas imagens dos eventos.

10157347_4126921469427_812146599185192693_n 10001446_4119375800790_4607979811033425123_n 10250215_4110109249132_3584767653452250611_n 1903006_4114598161352_8946583892185383305_n

Palestras e eventos, Todas as notícias

818 em missão econômica e acadêmica na Europa


Nenhum Comentário

Relato de viagem de Ricardo Sondermann.

Tive a oportunidade de, a convite da Fundação FRIEDRICH NAUMANN FÜR FREIHEIT, fazer um tour entre 17 e 22 de março entre Bruxelas, Köln, Dusseldorf e Bonn. Fazendo parte de um grupo composto de dois brasileiros (além de mim, o advogado Ricardo Gomes, diretor do Instituto Liberdade e ex-presidente do IEE), dois argentinos e dois mexicanos, participamos de palestras, reuniões e conferencias.

Em Bruxelas, palestrei sobre as relações entre o futuro das relações entre Mercosul e a União Européia para cerca de 50 assessores de Euro Deputados de diversas comissões do Parlamento Europeu. Nesta análise, fui bastante claro de que o futuro para o crescimento dos negócios entre Europa e Brasil passa por acordos bilaterais diretos e não pelo Mercosul.

Participamos de reuniões com diretores das comissões de trading e política do Parlamento Europeu. Em uma reunião com o Diretor da Comissão de assuntos estratégicos e defesa, Sr. Hans Van Baalen, logo após o plebiscito da Criméia, ele declara, após conversa com o Primeiro-Ministro da Holanda: “Voltamos a uma pequena guerra fria”.

A viagem na Alemanha nos levou a uma visita para a comissão de energia e ao Parlamento da Renânia-Westfália, à Universidade de Köln e a uma conferência e debate sobre políticas liberais na Europa. Em Leverkusen, nos reunimos com o Diretor de relações politicas e governamentais da Bayer AG. Em Bonn, visitamos o Ministério de Energia e Economic Affairs e a DW – Deutsche Welle, em reuniões com os editores de economia e política para Europa e América Latina, quando abrimos um canal direto de troca de artigos e textos.

Abaixo, compartilho algumas imagens da visita.

2014-03-17 15.13.05  2014-03-17 15.44.47

Artigos e publicações, Todas as notícias

A miopia brasileira


Nenhum Comentário

Texto publicado na REVISTA DA ESPM, edição de novembro de 2013, de autoria de Ricardo Sondermann.

Enquanto o mundo busca por um novo modelo de entendimento econômico e social, o Brasil patina e não consegue adequar-se às novas realidades de competição internacional, desenvolvimento educacional e ações que assegurem condições para o crescimento da nação

 “O neoliberalismo destrói a condição humana.”
“O socialismo não entende a lógica do mercado.”
“O liberalismo prevê a construção da economia sob um estado mínimo.”
“O socialismo busca o bem-estar igualitário da sociedade.”

Estas e muitas outras frases que seguem pela mesma linha, repetidas em palestras, passeatas, programas de rádio e discussões de bar, como se fossem verdades pétreas, fazem parte do dia a dia e da mentalidade das elites políticas, econômicas e acadêmicas. Em um mundo cada vez mais preocupado com eficiência, sustentabilidade, bem-estar individual e social e uma vida em harmonia com a natureza, ainda há espaço para a discussão ideológica? O que poderia a pressão política ou partidária de grupos, de quaisquer tamanhos, acrescentar à realidade das pessoas?

Nas atividades diárias, os indivíduos se apresentam como pessoas físicas, jurídicas ou organizações não governamentais. Elas se envolvem prioritariamente com suas famílias e seu bem-estar individual. Fazem parte de organizações econômicas complexas, quer como funcionários, quer como empreendedores ou profissionais liberais, e executam ações direcionadas a seus semelhantes, quando se integram a associações de benemerência, sindicais ou corporativas.

Ao educar os filhos, tomar decisões empresariais, escolher um candidato em uma eleição ou buscar fundos para auxiliar uma igreja, clube ou creche, o cidadão se transforma em ser político atuante e convicto de suas decisões. Ao ligar-se a um partido, definir lado ou defender uma ideia, acaba por tornar-se defensor intransigente, para depois poder influir sobre outros.

Esta necessidade de conversão alheia ultrapassa, muitas vezes, a aptidão das pessoas para aprender outras realidades, adaptar-se a situações determinantes e dificulta sua adaptação à realidade que as rodeia. Por ideias, matamos e morremos. Neste cenário, John Keegan, autor de inúmeras obras sobre os conflitos e guerras, cita a frase do general prussiano Karl von Clausewitz: “Em uma guerra, a primeira vítima é a verdade”.

Pois a discussão que aqui se propõe, é saber se é possível aprender como os conceitos se transformaram em realidade, e onde e porque melhoraram vidas. O socialismo foi aplicado em diversas nações, desde a Revolução Russa de 1917, e sobrevive, ainda hoje, em suas versões primárias, em Cuba e na Coreia do Norte. Na China, Vietnã, Camboja e Laos, versões ainda ditatoriais sob o ponto-de-vista político, permitem certa flexibilidade quando se fala de economia, na medida em que aceitam o capitalismo como fonte de geração de divisas e empregos. O socialismo europeu, ou a social-democracia, criou modelos híbridos onde altos impostos impõem uma igualdade social, com visíveis ganhos para a sociedade, mas com proteção à propriedade privada e aos direitos individuais.

Por outro lado, o capitalismo gerou, ao longo de seus quase 300 anos, um desenvolvimento econômico, político e social, muito mais intenso do que nos 3 mil anos anteriores. Mesmo governos auto-denominados como sociais ou “de esquerda” comemoram seus índices de crescimento econômico, com prêmios à sua eficiência administrativa. No Brasil, os índices de desenvolvimento social alcançados pelos governos Lula e Dilma são realizações eminentemente capitalistas, quando recursos passados pelo governo às camadas pobres da população mostraram que as pessoas são muito mais inteligentes no uso deste dinheiro do que o governo que liberou a verba. O dinheiro, transformado em consumo, imediatamente movimentou a economia, confirmando que indivíduos são mais importantes do que governos para fazer a roda da economia girar.

Um passeio pelas ideias

Winston Churchill disse certa ocasião: “O defeito inerente do capitalismo é a distribuição desigual das benesses; a virtude inerente do socialismo é a distribuição equitativa da desgraça”. A frase histórica é citada por Dominique Enright, no livro A verve e o veneno de Winston Churchill (Editora Odisséia, 2009).

Já Karl Marx, em sua análise teórica, define que “a taxa média de lucro é definida por fatores como a taxa de exploração da força de trabalho”, como mostra Jacob Gorender, na obra Marx. O Capital (Editora Abril, 1983). Isto nada tem a ver com a composição orgânica do capital ou inclinações subjetivas. Marx entende que “a demanda, por mais que a influenciem preferências individuais, está antes de tudo subordinada à prévia distribuição dos rendimentos, de acordo com a estrutura de classes existente”. De nada adiantaria ao operário ter as mesmas preferências de seu patrão, se seu salário impede a aquisição do mesmo bem, uma vez que o lucro de seu patrão permite o consumo desejado e sobras para investimento.

O entendimento do que seja a ação humana, o tamanho dos governos e as funções do Estado têm, desde então, acalentado discussões e alternado políticas de governos em todo o mundo, democrático ou não. Em que pese o fato de que durante a Segunda Guerra Mundial os colegas do King’s College em Cambridge, na Inglaterra, tenham passado noites juntos no telhado na escola, em vigília aos ataques nazistas, John Maynard Keynes e Friedrich Hayek nunca apoiaram as ideias alheias, apenas “concordado em discordar”. Tal fato é apontado por Nicholas Wapshott, no livro Keynes Hayek. The clash that defined modern economy (Editora WW Norton & Company, 2011).

Na análise da crise de 1929, Keynes e Hayek sustentavam visões diferentes sobre o papel do governo e as ameaças contidas no seu tamanho às liberdades individuais e à intervenção nos mercados. Com a crise de setembro de 2008, George W. Bush rapidamente salta de sua política “hayekiana” para um modelo “keynesiano”, depois prolongado e aprofundado por Barack Obama. De qualquer forma, a discussão não deixou de ser sobre o capitalismo ou a forma de revigorar a economia de mercado. Em nenhum momento, a não ser por alguns pseudo profetas messiânicos e “esquerzofrênicos”, alentou-se a volta a uma sociedade rural em comunas ou a apropriação de propriedades privadas.

O capitalismo funciona em ciclos de crescimento, consolidação e crises, quando sociedades que até aquele momento vinham se desenvolvendo encontram dificuldades para continuar financiando seu momentum econômico. Em seu livro, Gorender mostra também que a grande depressão, ocorrida entre 1929 e 1933, propiciou a revolução da noção de Keynes de que crises poderiam ser submetidas a certo grau de controle e atenuadas pela intervenção do Estado.

No final dos anos de 1970 e, durante as duas próximas décadas, o liberalismo renasce, errônea e pejorativamente chamado de “neoliberalismo”. Ronald Reagan, nos Estados Unidos, e Margareth Thatcher, na Grã-Bretanha, aplicam um receituário econômico liberalizando políticas regulatórias (especialmente a legislação trabalhista), diminuindo o tamanho e as atribuições do Estado através de um amplo plano de privatizações. Suas economias mudaram radicalmente e um ciclo ininterrupto de crescimento varreu o mundo de 1980 até 2008.

Enquanto isso, no país do futebol… 

E o Brasil ainda pensa em termos de um lado contra o outro. Desde o descobrimento, quando os portugueses vieram tomar posse das “terras do pau-brasil”, o desenvolvimento econômico do Brasil esteve atrelado a fatores externos e não à individualidade e iniciativa privada dos brasileiros. Ao contrário das empreitadas privadas de britânicos e holandeses, com a Companhia de Liverpool ou das Índias Ocidentais, o processo de crescimento do Brasil foi capitaneado por uma metrópole controladora de toda atividade, através de regulação e taxas. Não que isso não existisse em colônias britânicas ou holandesas, mas a integração dessas elites ao cenário mundial era mais contundente e elaborada, muitas vezes provocando a independência das colônias ou outros tipos de acordos comerciais.

Avesso à independência e à livre iniciativa, o Brasil foi pródigo em impor limites a líderes empresariais como Mauá, criando uma elite subserviente às vontades de seu imperador e aos presidentes da Primeira República. Ao longo da história, o capitalismo nacional incipiente era praticado tanto pelo governo – por meio de um sem-número de empresas estatais, como a Petrobrás, Usina de Volta Redonda, Banco do Brasil, entre tantos exemplos –, quanto por empresários que se valiam de permissões especiais para construir monopólios.

De certa forma, embora surgidos de origens distintas, esses movimentos buscam, na teoria capitalista, desenvolver suas atividades. Como este movimento surgiu de cima para baixo, não penetrou na sociedade e é, até hoje, responsável pela miopia econômica em que se vive. Ao menor sinal de dificuldade, grandes empresas ou suas agremiações representativas se socorrem das políticas de governo para equilibrar suas finanças, via empréstimos no BNDES, pressão por taxas de câmbio favoráveis ou redução de impostos específicos a suas atividades. Não se discutem aqui as origens das crises, mas o que se pode fazer de imediato para reduzir os efeitos. É como se, tendo um paciente doente, o médico apenas aumentasse a dose do remédio, sem se preocupar com a causa da enfermidade.

O Brasil é míope e não procura, apesar do tamanho de seu mercado e do interesse global por ele, adequar-se às novas realidades de competição internacional, desenvolvimento educacional e ações que assegurem condições para o crescimento. Atraem-se investimentos mais pela dimensão do mercado do que pelas condições de liberdade econômica e desenvolvimento. O que se observa, como melhoria das condições de vida da população, decorre de benesses do governo federal, como programas de auxílio direto e empréstimos para o consumo. Não está errado, mas é insuficiente para pensar em um universo de 20 ou 50 anos.

Tal falta de planejamento estratégico de longo e longuíssimo prazo já começa a cobrar sua conta. O exemplo dramático da Copa de 2014 é o mais visível, mas a infraestrutura logística e energética, já limitada, tem contribuído para índices de crescimento tímidos dos últimos cinco anos. Outro grande problema é a falta de liberdade de empreender e de promover um ambiente ou ecossistema propício para o nascimento e continuidade de pequenos e médios negócios. É neste tamanho de atividade que se desenvolvem grandes oportunidades, melhores margens e o maior número de empregos formais.

Segundo o índice de Liberdade Econômica, apresentado pela Heritage Foundation e pelo Wall Street Journal, o Brasil está na 100a posição, entre 185 países. Nas Américas, o país é o 19o entre 29 países, e se situa abaixo da Colômbia, Uruguai e Nicarágua, por exemplo. Nos dez pontos avaliados, perdemos em liberdade fiscal, tamanho do governo, corrupção, liberdade de empreender (abrir e fechar negócios), liberdade de comércio e legislação trabalhista. Tais considerações estão descritas por Terry Miller em um dos capítulos do Index of Economic Freedom (The Heritage Foundation, 2013).

Substancialmente grave é o fato de que as discussões ideológicas, que permitiriam um acordo moderno por meio de um rearranjo das obrigações dos governos e do tamanho do Estado, esbarram na construção de impasses. Prevalece a visão de que o não fazer é melhor do que tentar acertar. Por trás de uma argumentação política antiga e infrutífera, as forças políticas e econômicas procuram, escondidas sob o manto das “conquistas sociais”, barrar qualquer tipo de debate sério e construtivo. Está mais do que provado que o indivíduo com liberdade de empreender, dentro das regras e convenções do estado de direito e da proteção à propriedade privada, sabe fazê-lo melhor com menor intervenção de um estado burocrático e inibidor. Cabe aqui citar como exemplo o efeito do dinheiro distribuído pelo governo a título de programas assistenciais e o aumento da arrecadação bruta de impostos sobre produtos cujos impostos foram reduzidos.

Precisa-se de um choque de realidade. As forças políticas devem entender que o povo brasileiro sabe empreender e consumir, que empregados podem negociar seus salários, que empresários não são “monstros exploradores” como os desenhados pela propaganda marxista e que empresas e empregados funcionam juntos, prescindem da tutela sindical ou de uma rigorosa lei projetada nos anos de 1930. Precisamos de uma reforma política que diminua a ação, por vezes inepta, por vezes corrupta, do legislativo e de controles efetivos e legais sobre o executivo e o judiciário, incluído aqui o Ministério Público.

Os detentores dos poderes podem confiar que seus liderados sabem estruturar suas vidas sem tanta regulação, e o povo brasileiro deve entender que liberdade é a base para condições equitativas de desenvolvimento. Ao contrário do que diz a esquerda brasileira, que “precisamos antes de igualdade, para que depois haja liberdade”, a verdade é que somente havendo liberdade poder-se-á produzir igualdade de oportunidades.

Artigos e publicações, Todas as notícias

O pioneirismo move o mundo


Nenhum Comentário

Trecho do texto publicado na REVISTA MARKETING, da ESPM, em março/abril de 2013, de autoria de Ricardo Sondermann.

O que significa ser o primeiro? Será tão importante o papel de desbravador, de explorador que abre caminhos para os outros? A história do homem tem sido a continua busca de novos mundos, riquezas, curas ou mesmo a superação de limites individuais. Como veremos aqui, eis o nosso DNA, parte de nosso ser e de nossa diversidade como espécie. Do dicionário, o significado de pioneiro é: explorador de sertões; aquele que primeiro abre ou descobre caminhos através de regiões desconhecidas. O que se antecipa na adoção ou defesa de novas ideias ou doutrinas; precursor. (http://www.dicio.com.br/pioneiro/)

Ser pioneiro é alcançar os picos mais altos do mundo, é o primeiro a atingir os pólos, cruzar oceanos, desertos, geleiras, descobrir terras virgens, espécimes novos, curas milagrosas, equações indecifráveis, a maior onda do mundo, estrelas magníficas ou estar indo, onde nenhum homem jamais esteve[1].

Desde que o homo sapiens saiu da África, há 60 mil anos, a ânsia de ir além do conhecido, de descobrir oportunidades e novas terras, tem moldado a cultura humana. A compulsão de ver o que atrás daquelas montanhas, além do horizonte, do outro lado do oceano ou além da nossa órbita espacial é parte de nossa identidade e de nosso êxito como espécie (DOBBS, 2013, p. 34). Como espécie, somos levados pela curiosidade, ficamos intrigados com as possibilidades de incentivar tais viagens. Muitas explorações visam a achar um lugar melhor para viver ou acumular riquezas, mas não há dúvidas que também saímos pelo mundo simplesmente pelo prazer de descobrir o que existe nele.

O que nos move aos extremos geográficos, espaciais ou da ciência é a solução de problemas, o bem estar do espírito individual e a glória ou celebridade, mas não necessariamente nesta ordem. Não existe uma equação para definir os percentuais do que pesa mais, mas é o desencanto do imobilismo e a impaciência que nos tira da zona de conforto.

Estudos recentes procuram desvendar que se existe um impulso exploratório, talvez possa ser encontrado em nosso genoma. E tal possibilidade existe numa variante do gene DRD4, que auxilia o controle da dopamina no cérebro. O estudo desta variante, o DRD4-7R, indutora da curiosidade e da inquietação, revela que ela faz com que as pessoas se disponham a correr mais riscos, explorar novos lugares, alimentos, ideias, relacionamentos, drogas ou oportunidades sexuais. Em termos gerais, acabamos sendo mais propensos à movimentações, à mudança e à aventura (DOBBS, 2013, p. 49, 54). Segundo o geneticista Svante Pääbo, do Instituto Max Planck, nenhum outro mamífero se movimenta como nós.

O pioneiro moderno procura a cura do câncer, o próximo aplicativo revolucionário, um método de produção totalmente sustentável e economicamente viável, aterrissar em Marte e, são estas nossas novas fronteiras. Mas para tanto precisamos compreender a motivação e os objetivos por trás de uma mente pioneira e desbravadora.

Nolan Buschnell, criador da ATARI, ao entrevistar Steve Jobs, na época com 19 anos de idade, disse que percebi que Steven tinha o mais importante, aquela faísca nos olhos só exibida por gênios da criatividade (VILICIC, 2013, p. 17). Buschnell entende que jovens com boas ideias devem ser incentivados à arriscar, e que no mundo corporativo muitos executivos se retraem diante do perigo de se arriscar. Mas é o contrário que é perigoso, não arriscar representa eliminar a criatividade e a inovação, levando as empresas ao declínio e por consequência prejudicando toda a sociedade.


[1] Frase utilizada na abertura do seriado Jornadas nas estrelas, na voz do comandante da nave Enterprise, Almirante James T.Kirk: O espaço: a fronteira final.
Estas são as viagens da nave estelar Enterprise, em sua missão de cinco anos, para a exploração de novos mundos, para pesquisar novas vidas, novas civilizações, audaciosamente indo, onde nenhum homem jamais esteve.

Artigos e publicações, Todas as notícias

Uma análise da economia americana


Nenhum Comentário

Irwin Stelzer 21 July 2012

The Economy Is Slowing, But Perhaps Not For Long

Slow, slower, and maybe even stop. That’s a quick summary of how Federal Reserve Board chairman Ben Bernanke sees the US economy. The economy grew at an annual rate of 2.5% last year, 1.9% in the first quarter of this year, “and available indicators point to a still-smaller gain in the second quarter” he advised congress last week. Household spending is slowing down because “confidence remains relatively low” (at its lowest level since December); numerous factors (a supply overhang, unavailability of credit) “impede growth” in the housing sector; manufacturing production has slowed; business investment has “decelerated”; there is “further weakness ahead” for investment demand; and “reduction in the unemployment rate seems likely to be frustratingly slow.”

Now for the bad news. “US fiscal policies are on an unsustainable path.” In the hope of forcing the politicians to do something to prevent the economy that is due to fall off a “massive fiscal cliff” at year end, when scheduled tax increases and spending cuts will, if implemented, cut 4% out of GDP and throw us into a sharp recession, Bernanke is holding fire — there will be no QE3, at least not just yet, and probably not until the August meeting of central bankers in Jackson Hole, Wyoming, if then. Besides, some of Bernanke’s colleagues feel the Fed has done enough, and that interest rates are already so low that a QE3 can’t lower them any further. Former Democratic Treasury Secretary Bob Rubin has the same view about the fecklessness of a possible QE3. The International Monetary Fund disagrees, and would have the Fed do more to ease monetary policy.

But Bernanke’s decision to hold fire is not likely to force the soak-the-rich Democrats and the no-tax-increases Republicans to compromise. We are in the midst of an election campaign in which President Obama has decided to replace argument with mudslinging, Chicago style — the style that has brought his home state of Illinois to the brink of bankruptcy, but which has been effective in boosting his polling numbers in swing states. Meanwhile, Mitt Romney is so busy responding to Obama’s charges — including one that he has committed a felony by filing false information with the Securities and Exchange Commission — that he has not had time to make clear how he would reverse the disastrous economic performance of the incumbent — if, indeed, he has a fully thought- through plan to do just that.

In 108 days this campaign will end, leaving the winner to negotiate with a congress that includes we-know-not-how-many lame ducks, congressmen who have lost their seats but will hang around and vote until the new crowd is sworn in late in January. The Democrats are now inclined to let the Bush tax cuts expire on December 31, and then introduce legislation to re-institute them for all save those earning more than $200,000 ($250,000 for families). They are guessing that the Republicans would be loath to vote “no” to reduce taxes back to the Bush-tax-cut levels merely because it doesn’t benefit “the rich”. Never mind that Treasury Secretary Timothy Geithner says this Democratic strategy would be irresponsible, and that it is indeed a dangerous walk along the edge of the fiscal cliff. Or that many of those into whose wallets the President wants to dip are hardly the “millionaires and billionaires” he derides as greedy, or that soaring marginal income tax rates, added to the taxes lurking in Obamacare, are not likely to encourage small businessmen to expand or create jobs.

Small businessmen are among the gloomiest players in the economy. Over 80% think the economy is on the wrong track, according to a Harris Interactive poll of firms employing fewer than 500 employees. Because Obamacare imposes costs on firms that employ more than 50 full-time workers, and because of uncertainty about future tax rates, only one in five small businesses expects to add employees next year. Democrats have a different take on all of this. They believe that another stimulus package, proposed by Obama, will increase consumer demand and change small business gloom to cheer. They also claim that the notion that higher taxes on small businesses will reduce the incentive to hire ignores the fact that the cost of new hires is a deductible expense for tax purposes.

Nor is it likely that big businesses will dip into their cash reserves until the fog of uncertainty obscuring future fiscal policy lifts. Or that unconfident consumers will unzip their purses: retail sales declined in May for the third consecutive month. Even workers not among the 23-million- strong reserve army of workers seeking full time work or too discouraged to do so worry that they might be the next involuntary enlistee in that sad group, and prefer a crouch on the couch to a stroll in the mall.

Which brings us to the longer run outlook, life after the new or current president settles down to governing rather than campaigning. In part that will depend on the policies adopted. But some observers feel that the die is already cast. Bret Stephens, writing in The Wall Street Journal, fears Americans have already developed a European-style “habit of dependency”. About half of Americans live in a household that receives some sort of government assistance. That compares with 44.4% when the financial crisis broke in 2008 and 30% when Ronald Reagan lived in the White House. Meanwhile, about half of Americans pay no income tax (they do pay payroll taxes), up from 34.1% when George W. Bush took office in 2000.

Stephens foresees a “civilizational” rather than merely an economic crisis because this trend to dependency is irreversible — it “will sooner drive a man to degradation than to reform.” Wrong, suggests Senator Bob Crocker, a Republican from Tennessee who has grown into a spokesman for his party on economic matters. Crocker believes we are “only a fiscal deal away” from resuming the sort of growth that has historically provided rising living standards and relatively full employment.

He might be right.

• American consumers have reduced debt from 133% of their income in 2007 to 114%, are seeing real wages rise for the first time in nearly two years, and are therefore in a better position to spend than in recent months.

• American banks are far better capitalized and in far better shape than those in almost any other country.

• One-third of manufacturing firms are considering “re-shoring” suggests an MIT survey.

• In June builders broke ground for more new houses than at any time in almost four years, so construction is set to add 0.3 percentage points to GDP, rather than subtract a full percentage point as last year.

• High-value exports are booming, led by our high-tech giants such as Apple, Google, Facebook and games-makers.

• Manufacturing jobs are returning to America, with Airbus joining overseas firms locating in the South.

• Energy costs are plummeting as “frac gas” hits the market.

Most of all, America remains the home of risk-taking

entrepreneurs and venture capitalists. “There’s no way you can bet against America and win,” says Warren Buffett. Let’s hope he’s right.

Artigos e publicações, Todas as notícias

Na crise, sempre existem oportunidades.


Nenhum Comentário

Nesta matéria da FOLHA ON LINE de 15.07.12 (http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mundo/54647-crise-abre-espaco-para-revolucao-criativa-no-pais.shtml) vemos mais um exemplo de bons negócios que surgem nas crises. Em 2008 a Islândia quebrou. Por sinal, sugiro o filme “Inside job”(Trabalho Interno), que analisa a crise de 2008 de forma fantástica. Mas bem, a Islândia quebrou completamente, mas a vontade de dois empresários do ramo da moda não os impediu de apostar e ir em frente.

Um diagnóstico de mercado que levou em conta a percepção do mercado ajudou na tomada de uma decisão de marketing acertada.

Artigos e publicações, Todas as notícias

Crises, diagnósticos e oportunidades


Nenhum Comentário

A Folha de S.Paulo publicou no dia 12.07.12 uma matéria sobre a crise que estamos ou estaremos enfrentando (http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mercado/54022-crise-faz-as-vendas-do-comercio-tropecarem.shtml). A situação é administrável mas percebe-se que determinadas medidas fomentadoras de negócios não estão gerando os resultados esperados. A redução do IPI para os automóveis gerou um aumento de vendas, mas a linha branca não reagiu de maneira satisfatória. Crédito mais difícil e orçamentos familiares endividados não permitem avanços no consumo.

Cabe-nos avaliar as percepções ou sentimentos de compra dos clientes, quais suas expectativas, e quanto efetivamente estão endividados e o perfil – valor absoluto e duração – para que possam voltar ao mercado consumindo. Um estudo realizado sobre o perfil das dívidas poderia auxiliar no planejamento de vendas futuras, adaptando produtos, gerando novas faixas de preço, apresentação dos mesmos, visual merchandising, enfim: para problemas diferentes, soluções diferentes.

Artigos e publicações, Todas as notícias

Um polo criativo para Porto Alegre


Nenhum Comentário

Matéria publicada por Zero Hora, com a contribuição de Rodrigo Valente:

Zero Hora – Rumos para mídia – 09/11/2011

Consolidar Porto Alegre como um polo criativo é o foco dos debates na Semana ARP.
Evento defende a necessidade da Capital atrair e manter bons profissionais  Rodrigo Valente e Angela Hirata participam da Semana ARP.

Poucos setores da economia crescem em ritmo comparável ao da indústria criativa. Nos últimos cinco anos, o segmento apresentou expansão média anual de 6,1%. Em 2010, movimentou R$ 104 bilhões, mostram dados compilados pelo Ministério da Cultura.

A participação de Porto Alegre nesse filão ainda é discreta. Especialistas alinham seus pontos de vista à tese de que a Capital pode se tornar um polo criativo — uma referência em troca de ideias, atividade cultural e inovações —, desde que desenvolva seu mercado.

A questão veio à tona com a Semana ARP da Comunicação, que selecionou o tema Indústria Criativa como foco de seus debates. — As discussões podem apontar caminhos para que Porto Alegre desenvolva um ambiente mais favorável à criatividade, com mais alternativas de trabalho para seus talentos — diz Daniel Skowronsky, presidente da Associação Riograndense de Propaganda (ARP). 

Confira algumas das sugestões dos participantes do evento:

Rodrigo Valente, professor da ESPM-RS: “Precisamos derrubar as barreiras de que Porto Alegre está fora do centro. Com as novas tecnologias, podemos compartilhar com o mundo o conteúdo que produzimos”.

Angela Hirata, consultora da São Paulo Alpargatas: “O RS tem setores com alta criatividade, como o vitivinícola, que vem abrindo mercados graças a ações diferenciadas”.

Leia mais em: http://www.clicrbs.com.br/paidcontent/jsp/login.jspx?site=409&url=http%3A%2F%2Fwww.clicrbs.com.br%2Fzerohora%2Fjsp%2Fdefault2.jsp%3Fuf%3D1%26local%3D1%26source%3Da3555444.xml%26template%3D3898.dwt%26edition%3D18322%26section%3D1008&previousurl=http%3A%2F%2Fzerohora.clicrbs.com.br%2Fzerohora%2Fjsp%2Fdefault.jsp%3Fuf%3D1%26local%3D1%26section%3Dcapa_online