direção de comunicação

Palestras e eventos, Todas as notícias

818 participa do 10º aniversário da RELIAL – Rede Liberal da América Latina


Nenhum Comentário
Ricardo Sondermann participou, entre 14 e 16 de novembro, do Congresso anual e 10º aniversário da RELIAL – Rede Liberal da América Latina. Representou o Brasil junto com Ricardo Gomes, conselheiro do IEE, Frederico Hilzendegger, presidente do IEE e Fábio Ostermann, representante do IL-RJ. O Congresso reuniu quase 200 pessoas de toda a América Latina e Central, com a presença de deputados, senadores e ministros de diversos países, além de representantes do Parlamento Europeu e do presidente da Internacional Liberal e ex-primeiro ministro de Andorra. Foram discutidos os caminhos do liberalismo na região e as ameaças à democracia que o populismo representa. Um forum importante e foram avaliadas as ações futuras em prol da liberdade.
image foto
Todas as notícias

Conferência Internacional: Liberdade e Desenvolvimento – Países emergentes e seu compromisso com a Liberdade


Nenhum Comentário

Em 23 de setembro, na cidade do México, Ricardo Sondermann foi um dos painelistas da Conferência Internacional: Liberdade e Desenvolvimento – Países emergentes e seu compromisso com a Liberdade. A palestra foi organizada pela RELIAL, Fundação Friedrich Naumann für Freiheit e Caminos de la Lierdad. O objetivo da conferência foi familiarizar o público mexicano com o conceito de países emergentes e analisar a lista de fatores econômicos que explicam e devem ser considerados para que haja liberdade e desenvolvimento.

Ricardo expôs a situação econômica recente do Brasil, as verdades e mitos do governo Lula e a realidade do governo Dilma e o panorama das eleições que se aproximam.

image 2 image 3 image

Cursos, treinamentos e imersões, Todas as notícias

Estratégias de comunicação e agregação de valor a marca nos mais diversos segmentos


Nenhum Comentário

Nos dias 25 e 26 de julho, Rodrigo Valente ministrou um curso In Company pela ESPM Sul para a empresa John Deere, em Indaiatuba. Reunido com a equipe de pós-venda da empresa, foi apresentado o conceito de marca como ativo estratégico, destacando os seguintes temas: Branding, essência da marca, investigação e análise de marca, Brand Equity, diagnóstico e posicionamento de marca, segmentação e público-alvo, ações táticas de comunicação segmentadas.

Durante dois dias, cases de diferentes empresas do mercado foram usados para uma reflexão sobre a comunicação de marca da John Deere, orientada para a área de pós-vendas.

Reconhecimento, Todas as notícias

Consultores da 818 participam do projeto Caminho do Gol para a Copa do Mundo de 2014


Nenhum Comentário

Caminho-do-Gol-1_Credito-Schariane-Kozak

Desde agosto de 2013, os dois consultores da 818, Rodrigo Valente e Ricardo Sondermann, estiveram envolvidos no planejamento de um dos principais projetos brasileiros para a Copa do Mundo de 2014, o “Caminho do Gol”.

Ricardo Sondermann, que também coordena a Incubadora Criativa de Porto Alegre/ESPM Sul, foi um dos responsáveis pela construção do briefing do projeto junto à Prefeitura da Cidade, a EPTC, a SECOPA e a ESPM Sul. Foi dele, a indicação da Co.De – empresa Jr. de comunicação e design, coordenada por Rodrigo Valente, que atuou no projeto.

Com o apoio de aproximadamente 30 alunos da instituição e professores renomados, Rodrigo Valente supervisionou a criação do conceito, do nome “Caminho do Gol” e da identidade visual do projeto que deixou um importante legado para a cidade de Porto Alegre, para o Brasil e para a própria Copa do Mundo, segundo a Fifa.

Abaixo, algumas das matérias publicadas sobre o projeto:

Portal da Propaganda
http://www.portaldapropaganda.com.br/portal/component/content/article/16-capa/42216-empresa-junior-da-espm-sul-cria-logo-para-caminho-do-gol

Prefeitura de Porto Alegre
http://www2.portoalegre.rs.gov.br/portal_pmpa_novo/default.php?p_noticia=170504&CONFRATERNIZACAO+DE+NACOES+E+SERVICOS+REUNIDOS+NO+CAMINHO+DO+GOL

Jornal Zero Hora
http://m.zerohora.com.br/noticia/4541732/caminho-do-gol-sera-mantido

Rádio Gaúcha
http://gaucha.clicrbs.com.br/rs/noticia-aberta/os-passos-ate-o-caminho-do-gol-107245.html

 

Cursos, treinamentos e imersões, Todas as notícias

Consultor da 818 ministra curso de S.I.M., em EAD, pela ESPM Sul


Nenhum Comentário

Ricardo Sondermann, consultor da 818 e professor da ESPM Sul, ministrou um curso de 6 semanas para a John Deere, entre 19 de maio e 7 de julho. A disciplina, em EAD, foi sobre a montagem e administração de um S.I.M. – Sistema de informação de marketing, eficiente e fácil. O grupo apresentou trabalhos ao final do programa onde foi possível mesclar o conteúdo teórico com sua prática no dia a dia. Para Sondermann, “um SIM é uma ferramenta que busca informação dentro da empresa, em suas diversas áreas, e fora, através de insights e pesquisas”.

Cursos, treinamentos e imersões, Todas as notícias

Empreendedorismo para escolas públicas


Nenhum Comentário

Como fazer uma ideia virar realidade. Quando se fala com empresários este tema é relativamente fácil. Ricardo Sondermann está ministrando um curso de EMPREENDEDORISMO E INOVAÇÃO para diretores e corpo administrativo de escolas públicas no CURSO DE PÓS EM GESTÃO ESCOLAR. Trata-se de uma iniciativa do Núcleo de Responsabilidade Social da ESPM, que promove com este curso a melhoria da gestão nas escolas públicas. Esta é a terceira turma de um projeto que contribui já de forma importante para a melhoria do ensino básico público. Nesta disciplina, Sondermann está fazendo com que cada escola desenvolva uma start-up que seja viável e que produza benefícios para a escola e a comunidade escolar. Fazer com que pensem “fora da caixa” é a meta para que depois esta ideia vire uma ação propositiva e benéfica.

Em agosto deste ano, Rodrigo Valente, também estará com a mesma turma para ministrar a disciplina de GESTÃO DO AMBIENTE EXETRNO. Nela, os alunos irão aprender a desenvolver projetos de comunicação integrada para as suas escolas, com uma visão de resultados.

 

Cursos, treinamentos e imersões, Todas as notícias

Uma visão sobre o Marketing Imobiliário


Nenhum Comentário

Durante o mês de maio, Ricardo Sondermann está ministrando na ESPM, o curso intensivo de Marketing Imobiliário, com 30h/aula. O curso inicia com um embasamento sobre marketing e faz um overview sobre a história econômica do Brasil, do mercado imobiliário e traça tendências e projeções para o mercado no futuro próximo.

No transcorrer do curso, convidados como Felipe Melnick, da Melnick Even, falarão sobre vendas, formação e treinamento de equipes e estrutura de planos, metas e prêmios. Alessandra Sehn, da Arcadia Incorporadora, apresentará o processo de desenvolvimento de produto, desde a aquisição do terreno até sua comercialização. O curso ainda demonstrará como se realiza o processo criativo, estratégias de lançamento e comercialização on e off line de empreendimentos e apresentará exemplos de campanhas locais, nacionais e internacionais.

Palestras e eventos, Todas as notícias

Dia da liberdade dos impostos


Nenhum Comentário

No dia 20 de maio, o Instituto Liberdade (presidido por Ricardo Sondermann) em conjunto com o Sulpetro, Aclame, CDL-POA Jovem e IEE realizaram o DIA DA LIBERDADE DOS IMPOSTOS. O evento foi realizado em 7 postos de combustível do Rio Grande do Sul, que venderam gasolina por R$ 1,50/litro. Este momento marcou, simbolicamente, o dia em que a sociedade parou de trabalhar para pagar impostos e começou a trabalhar para si, ou seja, foram gastos mais de 5 meses e meio em diversos impostos para todos os níveis de Governo. Isto é, a partir de agora, o tempo que sobra até o final de ano é utilizado para pagar aluguel, salários, matérias primas, tudo o que se precisa para viver – alimentos, ensino, condomínio, plano de saúde, diversão.

O movimento não é uma manifestação anárquica que prega a eliminação dos impostos, mas procura lembrar o quão eles são mal aplicados. O que se deseja é conscientizar o cidadão sobre o grande esforço desprendido para sustentar as máquinas dos governos. Mais detalhes no site do IL-RS: www.il-rs.org.br.

Palestras e eventos, Todas as notícias

818 discute economia de atenção em Portugal e Espanha


Nenhum Comentário

Relato de viagem de Rodrigo Valente.

Durante 10 dias, estive em dois eventos de comunicação ibero-americanos para discutir sobre o déficit de atenção, e a economia que está crescendo para retê-la, cada vez mais presente na sociedade atual.

No Lusocom, ocorrido nos dias 11 e 12 de abril, em Pontevedra/Espanha, apresentei o artigo “Clash of Clans: Um Game Gratuito, mas Lucrativo para a Economia de Atenção” ao grupo de trabalho Sociedade de Información e Politicas de Comunicación. Na apresentação, compartilhei as características dos games criados em dispositivos móveis de comunicação que podem estar associadas às necessidades de uma nova modalidade econômica criada para reter a atenção das pessoas. O game escolhido foi o Clash of Clans, um dos principais da produtora Supercell, que me levaram a questionar questões culturais e econômicas, que crescem amplamente no ciberespaço e nos dispositivos móveis de comunicação, para a “captura” de atenção de determinados grupos sociais.

Já em Portugal, tive outro compromisso no Confibercom, entre os dias 13 e 16 de abril. Em Braga, compartilhei o artigo “Pedagogia Expressiva: os Naipes da Comunicação como Dispositivos de Atenção”, escrito junto com o Prof. Dr. Fábio Hansen. Durante o evento, apresentei o jogo Naipes da Comunicação. Uma ferramenta pedagógica (baralho de cartas), especialmente criada para as minhas aulas de comunicação, que propõe uma estratégia de ensino e uma experiência de aprendizagem, usadas para potencializar a atenção dos alunos de ensino superior e pós-graduação, a partir da teoria dos jogos.

A experiência de compartilhar estudos e experiências com professores espanhóis, portugueses e brasileiros foi muito rica e reforçaram a minha a convicção de que os temas abordados são de grande importância para o mundo atual.

Abaixo, compartilho algumas imagens dos eventos.

10157347_4126921469427_812146599185192693_n 10001446_4119375800790_4607979811033425123_n 10250215_4110109249132_3584767653452250611_n 1903006_4114598161352_8946583892185383305_n

Palestras e eventos, Todas as notícias

Free Trade and Protecionism in the EU in LATIN AMERICA


Nenhum Comentário

Entre os dias 16 e 21 de março, Ricardo Sondermann terá a oportunidade de participar de diversos eventos e palestras em Bruxelas, Bélgica e Colônia, na Alemanha. Os eventos, patrocinados pela Friedrich Naumann Foundation for Freedom, reunirão diversos pensadores da Europa e América Latina para discutir o livre comércio e o protecionismo entre e dentro destas regiões. Como presidente do Instituto Liberdade do RGS, Ricardo Sondermann foi convidado para falar sobre como as realidades e expectativas de organizar o livre comércio através do Atlântico, em um dos painéis no Office of the Dialogue Programme Brussel. O programa ainda inclui visitas e palestras no Parlamento Europeu em Bruxelas.

Na segunda etapa da viagem, na Alemanha, as palestras serão no Parlamento da região de North Rhine-Westphalia, em Dusseldorf, e na  Universidade de Colônia, na Bayer industries, no Ministério para Assuntos Econômicos e Energia e por fim, na rede de comunicação Deutsche Welle, em Colônia.

Artigos e publicações, Todas as notícias

A miopia brasileira


Nenhum Comentário

Texto publicado na REVISTA DA ESPM, edição de novembro de 2013, de autoria de Ricardo Sondermann.

Enquanto o mundo busca por um novo modelo de entendimento econômico e social, o Brasil patina e não consegue adequar-se às novas realidades de competição internacional, desenvolvimento educacional e ações que assegurem condições para o crescimento da nação

 “O neoliberalismo destrói a condição humana.”
“O socialismo não entende a lógica do mercado.”
“O liberalismo prevê a construção da economia sob um estado mínimo.”
“O socialismo busca o bem-estar igualitário da sociedade.”

Estas e muitas outras frases que seguem pela mesma linha, repetidas em palestras, passeatas, programas de rádio e discussões de bar, como se fossem verdades pétreas, fazem parte do dia a dia e da mentalidade das elites políticas, econômicas e acadêmicas. Em um mundo cada vez mais preocupado com eficiência, sustentabilidade, bem-estar individual e social e uma vida em harmonia com a natureza, ainda há espaço para a discussão ideológica? O que poderia a pressão política ou partidária de grupos, de quaisquer tamanhos, acrescentar à realidade das pessoas?

Nas atividades diárias, os indivíduos se apresentam como pessoas físicas, jurídicas ou organizações não governamentais. Elas se envolvem prioritariamente com suas famílias e seu bem-estar individual. Fazem parte de organizações econômicas complexas, quer como funcionários, quer como empreendedores ou profissionais liberais, e executam ações direcionadas a seus semelhantes, quando se integram a associações de benemerência, sindicais ou corporativas.

Ao educar os filhos, tomar decisões empresariais, escolher um candidato em uma eleição ou buscar fundos para auxiliar uma igreja, clube ou creche, o cidadão se transforma em ser político atuante e convicto de suas decisões. Ao ligar-se a um partido, definir lado ou defender uma ideia, acaba por tornar-se defensor intransigente, para depois poder influir sobre outros.

Esta necessidade de conversão alheia ultrapassa, muitas vezes, a aptidão das pessoas para aprender outras realidades, adaptar-se a situações determinantes e dificulta sua adaptação à realidade que as rodeia. Por ideias, matamos e morremos. Neste cenário, John Keegan, autor de inúmeras obras sobre os conflitos e guerras, cita a frase do general prussiano Karl von Clausewitz: “Em uma guerra, a primeira vítima é a verdade”.

Pois a discussão que aqui se propõe, é saber se é possível aprender como os conceitos se transformaram em realidade, e onde e porque melhoraram vidas. O socialismo foi aplicado em diversas nações, desde a Revolução Russa de 1917, e sobrevive, ainda hoje, em suas versões primárias, em Cuba e na Coreia do Norte. Na China, Vietnã, Camboja e Laos, versões ainda ditatoriais sob o ponto-de-vista político, permitem certa flexibilidade quando se fala de economia, na medida em que aceitam o capitalismo como fonte de geração de divisas e empregos. O socialismo europeu, ou a social-democracia, criou modelos híbridos onde altos impostos impõem uma igualdade social, com visíveis ganhos para a sociedade, mas com proteção à propriedade privada e aos direitos individuais.

Por outro lado, o capitalismo gerou, ao longo de seus quase 300 anos, um desenvolvimento econômico, político e social, muito mais intenso do que nos 3 mil anos anteriores. Mesmo governos auto-denominados como sociais ou “de esquerda” comemoram seus índices de crescimento econômico, com prêmios à sua eficiência administrativa. No Brasil, os índices de desenvolvimento social alcançados pelos governos Lula e Dilma são realizações eminentemente capitalistas, quando recursos passados pelo governo às camadas pobres da população mostraram que as pessoas são muito mais inteligentes no uso deste dinheiro do que o governo que liberou a verba. O dinheiro, transformado em consumo, imediatamente movimentou a economia, confirmando que indivíduos são mais importantes do que governos para fazer a roda da economia girar.

Um passeio pelas ideias

Winston Churchill disse certa ocasião: “O defeito inerente do capitalismo é a distribuição desigual das benesses; a virtude inerente do socialismo é a distribuição equitativa da desgraça”. A frase histórica é citada por Dominique Enright, no livro A verve e o veneno de Winston Churchill (Editora Odisséia, 2009).

Já Karl Marx, em sua análise teórica, define que “a taxa média de lucro é definida por fatores como a taxa de exploração da força de trabalho”, como mostra Jacob Gorender, na obra Marx. O Capital (Editora Abril, 1983). Isto nada tem a ver com a composição orgânica do capital ou inclinações subjetivas. Marx entende que “a demanda, por mais que a influenciem preferências individuais, está antes de tudo subordinada à prévia distribuição dos rendimentos, de acordo com a estrutura de classes existente”. De nada adiantaria ao operário ter as mesmas preferências de seu patrão, se seu salário impede a aquisição do mesmo bem, uma vez que o lucro de seu patrão permite o consumo desejado e sobras para investimento.

O entendimento do que seja a ação humana, o tamanho dos governos e as funções do Estado têm, desde então, acalentado discussões e alternado políticas de governos em todo o mundo, democrático ou não. Em que pese o fato de que durante a Segunda Guerra Mundial os colegas do King’s College em Cambridge, na Inglaterra, tenham passado noites juntos no telhado na escola, em vigília aos ataques nazistas, John Maynard Keynes e Friedrich Hayek nunca apoiaram as ideias alheias, apenas “concordado em discordar”. Tal fato é apontado por Nicholas Wapshott, no livro Keynes Hayek. The clash that defined modern economy (Editora WW Norton & Company, 2011).

Na análise da crise de 1929, Keynes e Hayek sustentavam visões diferentes sobre o papel do governo e as ameaças contidas no seu tamanho às liberdades individuais e à intervenção nos mercados. Com a crise de setembro de 2008, George W. Bush rapidamente salta de sua política “hayekiana” para um modelo “keynesiano”, depois prolongado e aprofundado por Barack Obama. De qualquer forma, a discussão não deixou de ser sobre o capitalismo ou a forma de revigorar a economia de mercado. Em nenhum momento, a não ser por alguns pseudo profetas messiânicos e “esquerzofrênicos”, alentou-se a volta a uma sociedade rural em comunas ou a apropriação de propriedades privadas.

O capitalismo funciona em ciclos de crescimento, consolidação e crises, quando sociedades que até aquele momento vinham se desenvolvendo encontram dificuldades para continuar financiando seu momentum econômico. Em seu livro, Gorender mostra também que a grande depressão, ocorrida entre 1929 e 1933, propiciou a revolução da noção de Keynes de que crises poderiam ser submetidas a certo grau de controle e atenuadas pela intervenção do Estado.

No final dos anos de 1970 e, durante as duas próximas décadas, o liberalismo renasce, errônea e pejorativamente chamado de “neoliberalismo”. Ronald Reagan, nos Estados Unidos, e Margareth Thatcher, na Grã-Bretanha, aplicam um receituário econômico liberalizando políticas regulatórias (especialmente a legislação trabalhista), diminuindo o tamanho e as atribuições do Estado através de um amplo plano de privatizações. Suas economias mudaram radicalmente e um ciclo ininterrupto de crescimento varreu o mundo de 1980 até 2008.

Enquanto isso, no país do futebol… 

E o Brasil ainda pensa em termos de um lado contra o outro. Desde o descobrimento, quando os portugueses vieram tomar posse das “terras do pau-brasil”, o desenvolvimento econômico do Brasil esteve atrelado a fatores externos e não à individualidade e iniciativa privada dos brasileiros. Ao contrário das empreitadas privadas de britânicos e holandeses, com a Companhia de Liverpool ou das Índias Ocidentais, o processo de crescimento do Brasil foi capitaneado por uma metrópole controladora de toda atividade, através de regulação e taxas. Não que isso não existisse em colônias britânicas ou holandesas, mas a integração dessas elites ao cenário mundial era mais contundente e elaborada, muitas vezes provocando a independência das colônias ou outros tipos de acordos comerciais.

Avesso à independência e à livre iniciativa, o Brasil foi pródigo em impor limites a líderes empresariais como Mauá, criando uma elite subserviente às vontades de seu imperador e aos presidentes da Primeira República. Ao longo da história, o capitalismo nacional incipiente era praticado tanto pelo governo – por meio de um sem-número de empresas estatais, como a Petrobrás, Usina de Volta Redonda, Banco do Brasil, entre tantos exemplos –, quanto por empresários que se valiam de permissões especiais para construir monopólios.

De certa forma, embora surgidos de origens distintas, esses movimentos buscam, na teoria capitalista, desenvolver suas atividades. Como este movimento surgiu de cima para baixo, não penetrou na sociedade e é, até hoje, responsável pela miopia econômica em que se vive. Ao menor sinal de dificuldade, grandes empresas ou suas agremiações representativas se socorrem das políticas de governo para equilibrar suas finanças, via empréstimos no BNDES, pressão por taxas de câmbio favoráveis ou redução de impostos específicos a suas atividades. Não se discutem aqui as origens das crises, mas o que se pode fazer de imediato para reduzir os efeitos. É como se, tendo um paciente doente, o médico apenas aumentasse a dose do remédio, sem se preocupar com a causa da enfermidade.

O Brasil é míope e não procura, apesar do tamanho de seu mercado e do interesse global por ele, adequar-se às novas realidades de competição internacional, desenvolvimento educacional e ações que assegurem condições para o crescimento. Atraem-se investimentos mais pela dimensão do mercado do que pelas condições de liberdade econômica e desenvolvimento. O que se observa, como melhoria das condições de vida da população, decorre de benesses do governo federal, como programas de auxílio direto e empréstimos para o consumo. Não está errado, mas é insuficiente para pensar em um universo de 20 ou 50 anos.

Tal falta de planejamento estratégico de longo e longuíssimo prazo já começa a cobrar sua conta. O exemplo dramático da Copa de 2014 é o mais visível, mas a infraestrutura logística e energética, já limitada, tem contribuído para índices de crescimento tímidos dos últimos cinco anos. Outro grande problema é a falta de liberdade de empreender e de promover um ambiente ou ecossistema propício para o nascimento e continuidade de pequenos e médios negócios. É neste tamanho de atividade que se desenvolvem grandes oportunidades, melhores margens e o maior número de empregos formais.

Segundo o índice de Liberdade Econômica, apresentado pela Heritage Foundation e pelo Wall Street Journal, o Brasil está na 100a posição, entre 185 países. Nas Américas, o país é o 19o entre 29 países, e se situa abaixo da Colômbia, Uruguai e Nicarágua, por exemplo. Nos dez pontos avaliados, perdemos em liberdade fiscal, tamanho do governo, corrupção, liberdade de empreender (abrir e fechar negócios), liberdade de comércio e legislação trabalhista. Tais considerações estão descritas por Terry Miller em um dos capítulos do Index of Economic Freedom (The Heritage Foundation, 2013).

Substancialmente grave é o fato de que as discussões ideológicas, que permitiriam um acordo moderno por meio de um rearranjo das obrigações dos governos e do tamanho do Estado, esbarram na construção de impasses. Prevalece a visão de que o não fazer é melhor do que tentar acertar. Por trás de uma argumentação política antiga e infrutífera, as forças políticas e econômicas procuram, escondidas sob o manto das “conquistas sociais”, barrar qualquer tipo de debate sério e construtivo. Está mais do que provado que o indivíduo com liberdade de empreender, dentro das regras e convenções do estado de direito e da proteção à propriedade privada, sabe fazê-lo melhor com menor intervenção de um estado burocrático e inibidor. Cabe aqui citar como exemplo o efeito do dinheiro distribuído pelo governo a título de programas assistenciais e o aumento da arrecadação bruta de impostos sobre produtos cujos impostos foram reduzidos.

Precisa-se de um choque de realidade. As forças políticas devem entender que o povo brasileiro sabe empreender e consumir, que empregados podem negociar seus salários, que empresários não são “monstros exploradores” como os desenhados pela propaganda marxista e que empresas e empregados funcionam juntos, prescindem da tutela sindical ou de uma rigorosa lei projetada nos anos de 1930. Precisamos de uma reforma política que diminua a ação, por vezes inepta, por vezes corrupta, do legislativo e de controles efetivos e legais sobre o executivo e o judiciário, incluído aqui o Ministério Público.

Os detentores dos poderes podem confiar que seus liderados sabem estruturar suas vidas sem tanta regulação, e o povo brasileiro deve entender que liberdade é a base para condições equitativas de desenvolvimento. Ao contrário do que diz a esquerda brasileira, que “precisamos antes de igualdade, para que depois haja liberdade”, a verdade é que somente havendo liberdade poder-se-á produzir igualdade de oportunidades.

Artigos e publicações, Todas as notícias

O que eu digo, os outros entendem?


Nenhum Comentário

“Comunicar-se bem demanda antes de tudo aprender a ouvir e compreender a intenção do outro, inclusive pelo o que não é falado”. Nesta matéria publicada na HSM a pergunta é bem direta: “A comunicação nas lideranças: eu falo, tu interpretas…” (http://www.hsm.com.br/blog/2011/04/a-comunicacao-nas-liderancas-eu-falo-tu-interpretas/)

Muitas vezes pensamos algo, nos expressamos de uma forma e somos entendidos de outra. Segundo pesquisa realizada pela DMRH, empresa de consultoria em recursos humanos, “47,9% dos profissionais brasileiros estão insatisfeitos com a comunicação no trabalho e 60% não entendem quais são as suas metas dentro da empresa.”

Este ruído, do que pensamos ter dito e o que realmente foi entendido por nossas equipes é responsável pelo sucesso ou o fracasso de nossas ações empresarias e a aplicação das decisões estratégicas. Dar o recado exato do que precisamos fazer é fundamental, mas nem sempre fácil, por isso, a administração da direção da comunicação é cada vez mais importante