ruído na comunicação

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Estratégias de comunicação e agregação de valor a marca nos mais diversos segmentos


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Nos dias 25 e 26 de julho, Rodrigo Valente ministrou um curso In Company pela ESPM Sul para a empresa John Deere, em Indaiatuba. Reunido com a equipe de pós-venda da empresa, foi apresentado o conceito de marca como ativo estratégico, destacando os seguintes temas: Branding, essência da marca, investigação e análise de marca, Brand Equity, diagnóstico e posicionamento de marca, segmentação e público-alvo, ações táticas de comunicação segmentadas.

Durante dois dias, cases de diferentes empresas do mercado foram usados para uma reflexão sobre a comunicação de marca da John Deere, orientada para a área de pós-vendas.

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818 discute as novas formas de comunicação política em programa da TVCOM


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No dia 26 de junho, Ricardo Sondermann debateu no programa Conversas Cruzadas, da TVCOM, sobre a possível desistência dos senadores Sarney e Simon em concorrer nestas eleições. Os debatedores também conversaram sobre as novas formas de comunicação política e como podem velhas lideranças atuarem num ambiente onde as campanhas ocorrem por novos meios, novas mídias e onde as mensagens devem trazer novos desafios. “Democracia não é só o direito ou o dever do voto, mas a participação efetiva e equilibrada de representantes da sociedade, em alto nível e tolerante às diferenças”, disse Sondermann durante o debate.

Para acompanhar a participação do consultor da 818 no programa Conversas Cruzadas, da TVCOM, acesse:  http://videos.clicrbs.com.br/rs/tvcom/video/conversas-cruzadas/2014/06/conversas-cruzadas-aposentadoria-sarney-renovacao-politica-nacional-bloco-24-06-2014/84036/

Cursos, treinamentos e imersões

Criatividade e inovação para o jornalismo digital


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No sábado, dia 31/05, Rodrigo Valente ministrou o curso de “Criatividade e inovação para o jornalismo digital” para a turma do Intensivo de Jornalismo Digital da ESPM, em parceria com a Rádio Gaúcha. Foi um encontro de 4 horas, em que se abordou a importância de conhecer os públicos para uma comunicação integrada. Hoje, há uma desatenção natural em todos eles e as empresas estão cada vez mais vulneráveis por conta disso. Os jornalistas também sofrem com o excesso de informações, principalmente no meio digital, despertando por uma necessidade de inovar através da criatividade.

Foram discutidos cases de criatividade e inovação com a turma. Rodrigo Valente reforçou a ideia de que é preciso saber quais são os ruídos de percepção dos públicos de modo que a comunicação tenha uma causa. Além disso, também reforçou que é preciso pensar na ideia primeiro, sem uma forma ou uma plataforma definida. Desta forma, os ambientes atuais de mídia podem ganhar novas funções, tornando a comunicação um serviço para todos.

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Empreendedorismo para escolas públicas


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Como fazer uma ideia virar realidade. Quando se fala com empresários este tema é relativamente fácil. Ricardo Sondermann está ministrando um curso de EMPREENDEDORISMO E INOVAÇÃO para diretores e corpo administrativo de escolas públicas no CURSO DE PÓS EM GESTÃO ESCOLAR. Trata-se de uma iniciativa do Núcleo de Responsabilidade Social da ESPM, que promove com este curso a melhoria da gestão nas escolas públicas. Esta é a terceira turma de um projeto que contribui já de forma importante para a melhoria do ensino básico público. Nesta disciplina, Sondermann está fazendo com que cada escola desenvolva uma start-up que seja viável e que produza benefícios para a escola e a comunidade escolar. Fazer com que pensem “fora da caixa” é a meta para que depois esta ideia vire uma ação propositiva e benéfica.

Em agosto deste ano, Rodrigo Valente, também estará com a mesma turma para ministrar a disciplina de GESTÃO DO AMBIENTE EXETRNO. Nela, os alunos irão aprender a desenvolver projetos de comunicação integrada para as suas escolas, com uma visão de resultados.

 

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Uma visão sobre o Marketing Imobiliário


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Durante o mês de maio, Ricardo Sondermann está ministrando na ESPM, o curso intensivo de Marketing Imobiliário, com 30h/aula. O curso inicia com um embasamento sobre marketing e faz um overview sobre a história econômica do Brasil, do mercado imobiliário e traça tendências e projeções para o mercado no futuro próximo.

No transcorrer do curso, convidados como Felipe Melnick, da Melnick Even, falarão sobre vendas, formação e treinamento de equipes e estrutura de planos, metas e prêmios. Alessandra Sehn, da Arcadia Incorporadora, apresentará o processo de desenvolvimento de produto, desde a aquisição do terreno até sua comercialização. O curso ainda demonstrará como se realiza o processo criativo, estratégias de lançamento e comercialização on e off line de empreendimentos e apresentará exemplos de campanhas locais, nacionais e internacionais.

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Futebol entre duas telas


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Rodrigo Valente, consultor da 818, escreveu um artigo com André Pase, prof. Dr. da PUC/RS, sobre as transmissões realizadas durante a Copa das Confederações, em 2013, com o suporte de duas telas simultâneas. O artigo foi publicado na revista Sessões do Imaginário, vol. 18, nº 2. A revista é classificada como Qualis 1B pela Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior).

Segue abaixo o resumo e o link para a leitura completa do artigo.

RESUMO:
Durante a Copa das Confederações de 2013, emissoras de TV utilizaram caminhos alternativos para estimular o uso da interatividade nas transmissões. De maneira diferente da observada no projeto da TV Digital aberta brasileira, acabam por valorizar caminhos já utilizados pela audiência, bem como ressaltam as características de ambos os meios – TV e dispositivos portáteis – de forma que um completa o outro em uma experiência que valoriza o papel da TV. Este artigo observa como isso foi utilizado pela Bandeirantes com o aplicativo Segunda Tela da Band.

Link para leitura: http://revistaseletronicas.pucrs.br/famecos/ojs/index.php/famecos/article/view/16921/11075

 

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Dia da liberdade dos impostos


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No dia 20 de maio, o Instituto Liberdade (presidido por Ricardo Sondermann) em conjunto com o Sulpetro, Aclame, CDL-POA Jovem e IEE realizaram o DIA DA LIBERDADE DOS IMPOSTOS. O evento foi realizado em 7 postos de combustível do Rio Grande do Sul, que venderam gasolina por R$ 1,50/litro. Este momento marcou, simbolicamente, o dia em que a sociedade parou de trabalhar para pagar impostos e começou a trabalhar para si, ou seja, foram gastos mais de 5 meses e meio em diversos impostos para todos os níveis de Governo. Isto é, a partir de agora, o tempo que sobra até o final de ano é utilizado para pagar aluguel, salários, matérias primas, tudo o que se precisa para viver – alimentos, ensino, condomínio, plano de saúde, diversão.

O movimento não é uma manifestação anárquica que prega a eliminação dos impostos, mas procura lembrar o quão eles são mal aplicados. O que se deseja é conscientizar o cidadão sobre o grande esforço desprendido para sustentar as máquinas dos governos. Mais detalhes no site do IL-RS: www.il-rs.org.br.

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Consultor da 818 participa do Programa Conversas Cruzadas


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No dia 06.05, Ricardo Sondermann participou do debate no Programa Conversas Cruzadas da TVCOM RBS TV. A pauta em questão era sobre as repercussões em torno das declarações do empresário Jorge Gerdau, que disse: “os gaúchos são felizes, mas por que estão acomodados”.

Do ponto de vista de Ricardo Sondermann, percebe-se claramente que, nos últimos 20 anos, o Rio Grande do Sul vem perdendo sua pujança e sua competitividade em relação a outros estados, em áreas como indústria, saúde, educação, doação de orgãos, dentre tantos outros. Os gaúchos, sim, se acomodaram, descansando sobre glórias do passado e acreditando que suas mazelas são fruto de situações externas.

Os gaúchos precisam sair de sua letargia e, por vezes, descer de um pedestal arrogante, para competir mais, criar mais, aprender mais e voltar a crescer. Este não é um esforço de um governo ou de uma ideologia e não é um processo de estado, mas uma mudança de cultura, que nasce do desejo individual de transformar-se e que, num crescente, transforma a todos ao seu redor.

O programa pode ser visto nos links abaixo:

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818 em missão econômica e acadêmica na Europa


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Relato de viagem de Ricardo Sondermann.

Tive a oportunidade de, a convite da Fundação FRIEDRICH NAUMANN FÜR FREIHEIT, fazer um tour entre 17 e 22 de março entre Bruxelas, Köln, Dusseldorf e Bonn. Fazendo parte de um grupo composto de dois brasileiros (além de mim, o advogado Ricardo Gomes, diretor do Instituto Liberdade e ex-presidente do IEE), dois argentinos e dois mexicanos, participamos de palestras, reuniões e conferencias.

Em Bruxelas, palestrei sobre as relações entre o futuro das relações entre Mercosul e a União Européia para cerca de 50 assessores de Euro Deputados de diversas comissões do Parlamento Europeu. Nesta análise, fui bastante claro de que o futuro para o crescimento dos negócios entre Europa e Brasil passa por acordos bilaterais diretos e não pelo Mercosul.

Participamos de reuniões com diretores das comissões de trading e política do Parlamento Europeu. Em uma reunião com o Diretor da Comissão de assuntos estratégicos e defesa, Sr. Hans Van Baalen, logo após o plebiscito da Criméia, ele declara, após conversa com o Primeiro-Ministro da Holanda: “Voltamos a uma pequena guerra fria”.

A viagem na Alemanha nos levou a uma visita para a comissão de energia e ao Parlamento da Renânia-Westfália, à Universidade de Köln e a uma conferência e debate sobre políticas liberais na Europa. Em Leverkusen, nos reunimos com o Diretor de relações politicas e governamentais da Bayer AG. Em Bonn, visitamos o Ministério de Energia e Economic Affairs e a DW – Deutsche Welle, em reuniões com os editores de economia e política para Europa e América Latina, quando abrimos um canal direto de troca de artigos e textos.

Abaixo, compartilho algumas imagens da visita.

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Ucrânia ou Venezuela?


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Onde a oposição tem mais chance de sucesso e o governo corre maior risco? Na Ucrânia ou na Venezuela?
Participação de Ricardo Sondermann no programa Polêmica, da Rádio Gaúcha, em 21.02.2014.

polemica

Nesta última sexta feira, dia 21 de fevereiro, participei do Programa Polêmica para discutir a situação política na Ucrânia e na Venezuela. Abrindo a discussão, entendo que a semelhança entre estas manifestações nestes países é a busca pela LIBERDADE. O ponto de convergência do descontentamento é a posição ditatorial dos dois governos, em que pesa a diferente situação econômica e geopolítica de ambos.

Na Ucrânia vemos uma disputa entre uma parte da população, jovem, com pensamento moderno e empresarial, que quer fazer parte da Europa e tirar proveito do desenvolvimento econômico da região. De outro lado, sob forte pressão da Rússia de Putin, uma oligarquia retrograda que quer, ou precisa, manter laços mais estreitos com a Rússia. A luta é pela liberdade de poder decidir seus caminhos de forma democrática e não aos caprichos de um presidente acuado.

Na Venezuela, a luta, neste momento, é pela sobrevivência. A situação econômica do País é um caos. O modelo econômico proposto, baseado numa economia completamente dependente de um produto – o petróleo, acabou. A pouca ou nenhuma diversidade da indústria venezuelana fez com que dependessem de importações, porém a presença do governo em todas as atividades impede a liberdade comercial e a livre iniciativa. Soma-se a isso um regime que vem constantemente restringindo as liberdades individuais e a livre expressão das ideias e das atividades.

Na Venezuela a carência de produtos básicos, somada a uma inflação anual acima de 50% desencadeou, por parte do governo, não uma ação concreta, mas uma absurda caça às bruxas. O Presidente Maduro, incompetente para lidar com a situação, impôs uma margem de lucro máxima de 30% aos empresários, como se isso fosse controlar preços. Profere barbáries e acusações às “elites golpistas”, e outros impropérios, mas nada que cause espanto de um homem que fala com passarinhos e fantasmas de Hugo Chaves em túneis.

Toda a ditadura é arrogante. Um governo moderno entende que acertos e erros são parte da administração e o bom andamento da situação econômica depende de uma constante vigilância, austeridade e controle eficaz dos gastos públicos. Quando um partido se coloca acima do governo, pensando apenas em seu projeto de poder, a sociedade fica à mercê de humores e favores. A pouca ou a nenhuma existência de humildade faz com que todo erro seja uma derrota, então, este governante não pode admitir erro algum. Qualquer semelhança com a Presidente Dilma e o ministro Mantega, não é nenhuma coincidência.

O que alguns políticos precisam entender que Democracia não é apenas o direito ao voto, até por que em democracias plenas, o voto é opcional e não obrigatório. Democracia é a existência de instituições fortes que defendam o individuo contra a opressão do estado, que permita a livre iniciativa e a liberdade de expressão, guardados o respeito e o direito individual e coletivo.

É preciso que se divulgue a dura repressão que está sendo vítima a população civil da Venezuela. É vergonhoso como as grandes veículos de mídia estão tratando o assunto, com pouca ou nenhuma cobertura. A situação da Venezuela influencia a América Latina pois o caminho adotado por Argentina, Equador, Bolívia e por que não, o Brasil, é na direção de um socialismo ineficaz, populista e corrupto. Precisamos estar atentos e divulgar os acontecimentos para evitar que a agenda da Foro de São Paulo, idealizada no início dos anos 1990, tenha curso no Brasil. O que estamos vendo é uma “Primavera Latina”, quando finalmente o povo venezuelano se rebela contra a ditadura e a falta de perspectivas. Poderemos estar vendo isso em breve na Argentina e na Bolívia. Não é, como pensam alguns, “um golpe de estado das elites”, mas sim uma real manifestação de descontentamento e de busca por liberdade.

Ricardo Sondermann

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A miopia brasileira


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Texto publicado na REVISTA DA ESPM, edição de novembro de 2013, de autoria de Ricardo Sondermann.

Enquanto o mundo busca por um novo modelo de entendimento econômico e social, o Brasil patina e não consegue adequar-se às novas realidades de competição internacional, desenvolvimento educacional e ações que assegurem condições para o crescimento da nação

 “O neoliberalismo destrói a condição humana.”
“O socialismo não entende a lógica do mercado.”
“O liberalismo prevê a construção da economia sob um estado mínimo.”
“O socialismo busca o bem-estar igualitário da sociedade.”

Estas e muitas outras frases que seguem pela mesma linha, repetidas em palestras, passeatas, programas de rádio e discussões de bar, como se fossem verdades pétreas, fazem parte do dia a dia e da mentalidade das elites políticas, econômicas e acadêmicas. Em um mundo cada vez mais preocupado com eficiência, sustentabilidade, bem-estar individual e social e uma vida em harmonia com a natureza, ainda há espaço para a discussão ideológica? O que poderia a pressão política ou partidária de grupos, de quaisquer tamanhos, acrescentar à realidade das pessoas?

Nas atividades diárias, os indivíduos se apresentam como pessoas físicas, jurídicas ou organizações não governamentais. Elas se envolvem prioritariamente com suas famílias e seu bem-estar individual. Fazem parte de organizações econômicas complexas, quer como funcionários, quer como empreendedores ou profissionais liberais, e executam ações direcionadas a seus semelhantes, quando se integram a associações de benemerência, sindicais ou corporativas.

Ao educar os filhos, tomar decisões empresariais, escolher um candidato em uma eleição ou buscar fundos para auxiliar uma igreja, clube ou creche, o cidadão se transforma em ser político atuante e convicto de suas decisões. Ao ligar-se a um partido, definir lado ou defender uma ideia, acaba por tornar-se defensor intransigente, para depois poder influir sobre outros.

Esta necessidade de conversão alheia ultrapassa, muitas vezes, a aptidão das pessoas para aprender outras realidades, adaptar-se a situações determinantes e dificulta sua adaptação à realidade que as rodeia. Por ideias, matamos e morremos. Neste cenário, John Keegan, autor de inúmeras obras sobre os conflitos e guerras, cita a frase do general prussiano Karl von Clausewitz: “Em uma guerra, a primeira vítima é a verdade”.

Pois a discussão que aqui se propõe, é saber se é possível aprender como os conceitos se transformaram em realidade, e onde e porque melhoraram vidas. O socialismo foi aplicado em diversas nações, desde a Revolução Russa de 1917, e sobrevive, ainda hoje, em suas versões primárias, em Cuba e na Coreia do Norte. Na China, Vietnã, Camboja e Laos, versões ainda ditatoriais sob o ponto-de-vista político, permitem certa flexibilidade quando se fala de economia, na medida em que aceitam o capitalismo como fonte de geração de divisas e empregos. O socialismo europeu, ou a social-democracia, criou modelos híbridos onde altos impostos impõem uma igualdade social, com visíveis ganhos para a sociedade, mas com proteção à propriedade privada e aos direitos individuais.

Por outro lado, o capitalismo gerou, ao longo de seus quase 300 anos, um desenvolvimento econômico, político e social, muito mais intenso do que nos 3 mil anos anteriores. Mesmo governos auto-denominados como sociais ou “de esquerda” comemoram seus índices de crescimento econômico, com prêmios à sua eficiência administrativa. No Brasil, os índices de desenvolvimento social alcançados pelos governos Lula e Dilma são realizações eminentemente capitalistas, quando recursos passados pelo governo às camadas pobres da população mostraram que as pessoas são muito mais inteligentes no uso deste dinheiro do que o governo que liberou a verba. O dinheiro, transformado em consumo, imediatamente movimentou a economia, confirmando que indivíduos são mais importantes do que governos para fazer a roda da economia girar.

Um passeio pelas ideias

Winston Churchill disse certa ocasião: “O defeito inerente do capitalismo é a distribuição desigual das benesses; a virtude inerente do socialismo é a distribuição equitativa da desgraça”. A frase histórica é citada por Dominique Enright, no livro A verve e o veneno de Winston Churchill (Editora Odisséia, 2009).

Já Karl Marx, em sua análise teórica, define que “a taxa média de lucro é definida por fatores como a taxa de exploração da força de trabalho”, como mostra Jacob Gorender, na obra Marx. O Capital (Editora Abril, 1983). Isto nada tem a ver com a composição orgânica do capital ou inclinações subjetivas. Marx entende que “a demanda, por mais que a influenciem preferências individuais, está antes de tudo subordinada à prévia distribuição dos rendimentos, de acordo com a estrutura de classes existente”. De nada adiantaria ao operário ter as mesmas preferências de seu patrão, se seu salário impede a aquisição do mesmo bem, uma vez que o lucro de seu patrão permite o consumo desejado e sobras para investimento.

O entendimento do que seja a ação humana, o tamanho dos governos e as funções do Estado têm, desde então, acalentado discussões e alternado políticas de governos em todo o mundo, democrático ou não. Em que pese o fato de que durante a Segunda Guerra Mundial os colegas do King’s College em Cambridge, na Inglaterra, tenham passado noites juntos no telhado na escola, em vigília aos ataques nazistas, John Maynard Keynes e Friedrich Hayek nunca apoiaram as ideias alheias, apenas “concordado em discordar”. Tal fato é apontado por Nicholas Wapshott, no livro Keynes Hayek. The clash that defined modern economy (Editora WW Norton & Company, 2011).

Na análise da crise de 1929, Keynes e Hayek sustentavam visões diferentes sobre o papel do governo e as ameaças contidas no seu tamanho às liberdades individuais e à intervenção nos mercados. Com a crise de setembro de 2008, George W. Bush rapidamente salta de sua política “hayekiana” para um modelo “keynesiano”, depois prolongado e aprofundado por Barack Obama. De qualquer forma, a discussão não deixou de ser sobre o capitalismo ou a forma de revigorar a economia de mercado. Em nenhum momento, a não ser por alguns pseudo profetas messiânicos e “esquerzofrênicos”, alentou-se a volta a uma sociedade rural em comunas ou a apropriação de propriedades privadas.

O capitalismo funciona em ciclos de crescimento, consolidação e crises, quando sociedades que até aquele momento vinham se desenvolvendo encontram dificuldades para continuar financiando seu momentum econômico. Em seu livro, Gorender mostra também que a grande depressão, ocorrida entre 1929 e 1933, propiciou a revolução da noção de Keynes de que crises poderiam ser submetidas a certo grau de controle e atenuadas pela intervenção do Estado.

No final dos anos de 1970 e, durante as duas próximas décadas, o liberalismo renasce, errônea e pejorativamente chamado de “neoliberalismo”. Ronald Reagan, nos Estados Unidos, e Margareth Thatcher, na Grã-Bretanha, aplicam um receituário econômico liberalizando políticas regulatórias (especialmente a legislação trabalhista), diminuindo o tamanho e as atribuições do Estado através de um amplo plano de privatizações. Suas economias mudaram radicalmente e um ciclo ininterrupto de crescimento varreu o mundo de 1980 até 2008.

Enquanto isso, no país do futebol… 

E o Brasil ainda pensa em termos de um lado contra o outro. Desde o descobrimento, quando os portugueses vieram tomar posse das “terras do pau-brasil”, o desenvolvimento econômico do Brasil esteve atrelado a fatores externos e não à individualidade e iniciativa privada dos brasileiros. Ao contrário das empreitadas privadas de britânicos e holandeses, com a Companhia de Liverpool ou das Índias Ocidentais, o processo de crescimento do Brasil foi capitaneado por uma metrópole controladora de toda atividade, através de regulação e taxas. Não que isso não existisse em colônias britânicas ou holandesas, mas a integração dessas elites ao cenário mundial era mais contundente e elaborada, muitas vezes provocando a independência das colônias ou outros tipos de acordos comerciais.

Avesso à independência e à livre iniciativa, o Brasil foi pródigo em impor limites a líderes empresariais como Mauá, criando uma elite subserviente às vontades de seu imperador e aos presidentes da Primeira República. Ao longo da história, o capitalismo nacional incipiente era praticado tanto pelo governo – por meio de um sem-número de empresas estatais, como a Petrobrás, Usina de Volta Redonda, Banco do Brasil, entre tantos exemplos –, quanto por empresários que se valiam de permissões especiais para construir monopólios.

De certa forma, embora surgidos de origens distintas, esses movimentos buscam, na teoria capitalista, desenvolver suas atividades. Como este movimento surgiu de cima para baixo, não penetrou na sociedade e é, até hoje, responsável pela miopia econômica em que se vive. Ao menor sinal de dificuldade, grandes empresas ou suas agremiações representativas se socorrem das políticas de governo para equilibrar suas finanças, via empréstimos no BNDES, pressão por taxas de câmbio favoráveis ou redução de impostos específicos a suas atividades. Não se discutem aqui as origens das crises, mas o que se pode fazer de imediato para reduzir os efeitos. É como se, tendo um paciente doente, o médico apenas aumentasse a dose do remédio, sem se preocupar com a causa da enfermidade.

O Brasil é míope e não procura, apesar do tamanho de seu mercado e do interesse global por ele, adequar-se às novas realidades de competição internacional, desenvolvimento educacional e ações que assegurem condições para o crescimento. Atraem-se investimentos mais pela dimensão do mercado do que pelas condições de liberdade econômica e desenvolvimento. O que se observa, como melhoria das condições de vida da população, decorre de benesses do governo federal, como programas de auxílio direto e empréstimos para o consumo. Não está errado, mas é insuficiente para pensar em um universo de 20 ou 50 anos.

Tal falta de planejamento estratégico de longo e longuíssimo prazo já começa a cobrar sua conta. O exemplo dramático da Copa de 2014 é o mais visível, mas a infraestrutura logística e energética, já limitada, tem contribuído para índices de crescimento tímidos dos últimos cinco anos. Outro grande problema é a falta de liberdade de empreender e de promover um ambiente ou ecossistema propício para o nascimento e continuidade de pequenos e médios negócios. É neste tamanho de atividade que se desenvolvem grandes oportunidades, melhores margens e o maior número de empregos formais.

Segundo o índice de Liberdade Econômica, apresentado pela Heritage Foundation e pelo Wall Street Journal, o Brasil está na 100a posição, entre 185 países. Nas Américas, o país é o 19o entre 29 países, e se situa abaixo da Colômbia, Uruguai e Nicarágua, por exemplo. Nos dez pontos avaliados, perdemos em liberdade fiscal, tamanho do governo, corrupção, liberdade de empreender (abrir e fechar negócios), liberdade de comércio e legislação trabalhista. Tais considerações estão descritas por Terry Miller em um dos capítulos do Index of Economic Freedom (The Heritage Foundation, 2013).

Substancialmente grave é o fato de que as discussões ideológicas, que permitiriam um acordo moderno por meio de um rearranjo das obrigações dos governos e do tamanho do Estado, esbarram na construção de impasses. Prevalece a visão de que o não fazer é melhor do que tentar acertar. Por trás de uma argumentação política antiga e infrutífera, as forças políticas e econômicas procuram, escondidas sob o manto das “conquistas sociais”, barrar qualquer tipo de debate sério e construtivo. Está mais do que provado que o indivíduo com liberdade de empreender, dentro das regras e convenções do estado de direito e da proteção à propriedade privada, sabe fazê-lo melhor com menor intervenção de um estado burocrático e inibidor. Cabe aqui citar como exemplo o efeito do dinheiro distribuído pelo governo a título de programas assistenciais e o aumento da arrecadação bruta de impostos sobre produtos cujos impostos foram reduzidos.

Precisa-se de um choque de realidade. As forças políticas devem entender que o povo brasileiro sabe empreender e consumir, que empregados podem negociar seus salários, que empresários não são “monstros exploradores” como os desenhados pela propaganda marxista e que empresas e empregados funcionam juntos, prescindem da tutela sindical ou de uma rigorosa lei projetada nos anos de 1930. Precisamos de uma reforma política que diminua a ação, por vezes inepta, por vezes corrupta, do legislativo e de controles efetivos e legais sobre o executivo e o judiciário, incluído aqui o Ministério Público.

Os detentores dos poderes podem confiar que seus liderados sabem estruturar suas vidas sem tanta regulação, e o povo brasileiro deve entender que liberdade é a base para condições equitativas de desenvolvimento. Ao contrário do que diz a esquerda brasileira, que “precisamos antes de igualdade, para que depois haja liberdade”, a verdade é que somente havendo liberdade poder-se-á produzir igualdade de oportunidades.

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O que eu digo, os outros entendem?


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“Comunicar-se bem demanda antes de tudo aprender a ouvir e compreender a intenção do outro, inclusive pelo o que não é falado”. Nesta matéria publicada na HSM a pergunta é bem direta: “A comunicação nas lideranças: eu falo, tu interpretas…” (http://www.hsm.com.br/blog/2011/04/a-comunicacao-nas-liderancas-eu-falo-tu-interpretas/)

Muitas vezes pensamos algo, nos expressamos de uma forma e somos entendidos de outra. Segundo pesquisa realizada pela DMRH, empresa de consultoria em recursos humanos, “47,9% dos profissionais brasileiros estão insatisfeitos com a comunicação no trabalho e 60% não entendem quais são as suas metas dentro da empresa.”

Este ruído, do que pensamos ter dito e o que realmente foi entendido por nossas equipes é responsável pelo sucesso ou o fracasso de nossas ações empresarias e a aplicação das decisões estratégicas. Dar o recado exato do que precisamos fazer é fundamental, mas nem sempre fácil, por isso, a administração da direção da comunicação é cada vez mais importante